IVC diz que mídia familiar no impresso e no digital desabam significando que não sabem como se adaptar à internet
Segundo estudo do Instituto Verificador de Circulação (IVC), que audita a circulação dos maiores jornais, revistas e agora internet, conforme matéria publicada pelo 247, os principais jornais brasileiros experimentaram quedas expressivas de circulação ao longo de 2015 – O dado mais surpreendente é que a circulação caiu não apenas nas edições impressas, mas também nas digitais – o que revela que as publicações não estariam sabendo como se adaptar à era da internet — Entre janeiro e dezembro, a Folha caiu 14,1% no impresso e 16,3% no digital, o que gerou uma queda média de 15,1%, superior à do Estado de S. Paulo (8,9%) e à do Globo (5,5%) – Na lista do IVC, que contempla ainda publicações como Correio Braziliense, Zero Hora, A Tarde, O Povo, Valor Econômico, Gazeta do Povo e Super Notícia, todos – sem exceção – caíram. Alguns cresceram no digital, mas partindo de bases pequenas – Os dados revelam vários fatores. Os jornais, naturalmente, foram afetados pela crise econômica que ajudaram a amplificar. Mas hoje enfrentam uma concorrência crescente de veículos puramente digitais – Além disso, o modelo de cobrança por conteúdo, dos chamados paywalls (muros de cobrança para quem assina determinada quantidade de artigos), tem tido pouca receptividade no Brasil – Um outro fator, que pode vir a ser considerado na análise, é o grau de engajamento político dos jornais da imprensa familiar, que passaram a substituir o jornalismo pelo proselitismo político, afugentando uma parcela de seus leitores – Um outro aspecto que o 247 não abordou em sua matéria, é que a linguagem da internet, não pode ser uma mera reprodução do impresso, ele tem características próprias, além da crucial diferença, a proximidade e interação com o leitor com as matérias (chega!)
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