Foi a coronhada e não o tiro que matou o torcedor do São Paulo, Newton Cesar de Jesus, de 26 anos. A conclusão é da equipe médica que atendeu o torcedor, que estava internado no Hospital de Base, em Brasília. Segundo o diretor do Hospital de Base, Luiz Carlos Schimin e o chefe do Departamento de Neurocirurgia, Carlos Silvério de Almeida, que atendeu o paciente nos momentos finais, houve três lesões: a menor delas foi causada pelo tiro.
Segundo explicação dos médicos, o que matou mesmo o torcedor foi a contusão e o edema que se seguiu no cerebelo, pouco abaixo do cérebro do torcedor. Newton Cesar foi baleado no último domingo, antes do início do jogo São Paulo e Goiás, válido pela última rodada do Campeonato Braisleiro, no estádio Bezerrão, na cidade satélite do Gama. O tiro foi disparado pela arma do policial militar José Luiz Carvalho Barreto. O policial deu uma coronhada na cabeça do torcedor, quando a arma disparou. Porém, pelos exames médicos, a bala passou de raspão.
A morte do torcedor foi formalmente diagnosticada às 10h50 desta quinta-feira (11). A família concordou com a doação dos órgãos, mas só foi possível viabilizar o transplante das córneas, porque os outros órgãos foram comprometidos nas três paradas cardíacas que Newton sofreu nos últimos dias. O corpo está sendo autopsiado no Instituto Médico Legal, em Brasília. A família providenciará a remoção para São Paulo, onde deve ser enterrado na sexta-feira.






