EXCLUSIVO Polícia Federal cumpre mandados em Divinópolis por causa de fraude de R$ 600 milhões

Publicado por: suporte

Agentes da Polícia Federal estão em Divinópolis desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (7), cumprindo mandatos de busca e apreensão e de prisão. A ação faz parte da Operação Vulcano, que desmantelou um esquema nacional de fraudes em exportações, que pode ter provocado um prejuízo ao fisco de R$ 600 milhões.

Em Divinópolis, a Polícia Federal cumpre dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão, porém até agora ainda não divulgou nenhuma informação sobre a operação na cidade.

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De acordo com os dados disponíveis até agora, pelo menos 17 pessoas foram presas durante a Operação Vulcano, deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federall, na manhã desta sexta-feira (7) em nove Estados. Cerca de 600 policiais federais e 280 servidores da Receita Federal cumprem 102 mandados de prisão e 220 de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. A estimativa é que o esquema de lesão ao fisco, praticado principalmente no comércio exterior, tenha causado prejuízos da ordem de R$ 600 milhões

A ação acontece nos Estados de Mato Grosso, onde 12 pessoas foram presas, Mato Grosso do Sul, onde cinco pessoas foram presas em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã, Paraná, São Paulo, principalmente na cidade de Marília, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais e Goiás. Em Minas Gerais estão sendo cumpridos oito mandados de prisão e nove de Busca e apreensão, nas cidades de Belo Horizonte, Divinópolis e Uberlândia.

Mercadorias estrangeiras, principalmente produtos têxteis e alimentícios, também estavam ingressando no País com subfaturamento, com declaração diferente de quantidade e qualidade, bem como com falsificação de sua origem, já que produtos chineses e coreanos estavam sendo importados como se fossem bolivianos, expediente que permitiria a utilização dos benefícios fiscais destinados aos produtos oriundos dos países parceiros do Mercosul.

Mesmo sem as mercadorias saírem do país, o contrato de câmbio era fechado, de forma que ingressava no país dinheiro de origem desconhecida, o que reforça a prática do crime de lavagem de dinheiro.

Outro grupo envolvido realizava a exportação fictícia de pneus para o Paraguai e Bolívia, que eram desviados e abasteciam receptadores espalhados por todo o país, que também revendiam a preços menores que o de mercado, se beneficiando das isenções fiscais de exportação.

Os contratos de câmbio também eram fechados, de forma que os receptadores realizavam o pagamento das mercadorias em contas bancárias nacionais, que de alguma forma remetiam o dinheiro ao exterior (doleiro, empresas exportadoras, etc.), que depois regressava ao Brasil como pagamento da mercadoria que nunca deixou o país.

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O trabalho de investigação também identificou um esquema de importação fraudulenta de artigos têxteis, ocultando a origem das mercadorias importadas, que vinham da China como se fossem originais da Bolívia ou Chile, países com os quais o Brasil possui acordo comercial que possibilita a redução a zero de tributos.

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