Já está chegando a 100 horas o drama da estudante Eloá, de 15 anos, mantida refém desde 13h30 da última segunda-feira pelo ex-namorado, o industriário Lindembergue Fernandes Alves, de 22 anos, num apartamento em Santo André, no ABC paulista. No o início da manhã desta sexta-feira (17) o irmão de Eloá, de 14 anos, teria entrado no prédio para negociar com o seqüestrador, porém agora ninguém o viu deixar o local. Uma fonte repassou aos jornalistas que Lindembergue não atende ao telefone há mais de 12 horas e a tensão domingo o local.
A Polícia suspendeu as informações à imprensa. Um porta-voz da PM disse apenas que Lindembergue terá todas as garantias para ma rendição. Perguntado se esta rendição estava sendo negociada naquele momento, o porta-voz desconversou, afirmando que não poderia dar nenhuma informação adicional.
Além de Eloá e Lindembergue sabe que a amiga Nayara, também de 15 anos, permanece no local. Nayara entrou no apartamento ontem por decisão da Polícia, já que essa era uma exigência do seqüestrador, que teria admitido uma rendição, caso a amiga fosse até o local. Entretanto, ela não cumpriu a promessa. Nayara, que estava no apartamento no dia em que começou o seqüestro, foi mantida refém date quarta-feira. Solta, a menina disse que faria tudo para ajudar a amiga. Ontem ela voltou ao local e se tornou refém outra vez.
A Polícia diz que Nayara não é refém, porém a garota não fez nenhum contado com a Polícia depois que retornou ao apartamento.
O seqüestro de Eloá ganha espaço nos assuntos relacionados ao São Paulo Futebol Clube, uma vez que o seqüestrador, Lindembergue Alves, de 22 anos, é torcedor do clube tricolor, chegando a colocar uma camisa numa das janelas do apartamento onde mantém sua ex-namorada como refém.
Para o técnico da equipe, Muricy Ramalho, o assunto já deu o que tinha que dar. Ao ser perguntado se mediaria a rendição do seqüestrador, o técnico são-paulino proferiu seu pensamento. "Eu não sei se ele está me ouvindo lá, mesmo porque ele não está fazendo nada. Tá na hora de definir isso aí. Ele não pede nada, e tem de liberar as meninas para amenizar sua pena. Ele errou e São Paulo está parado por causa disso", comentou Muricy, que mandou um recado: "Lindembergue, pô, se toca né, meu!".
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