Tropa de choque da PM entra em confronto com policiais civis em greve em SP

Publicado por: suporte

A Polícia Civil, em greve há um mês, realizava passeata de protesto no local para pressionar o governo do Estado a retomar as negociações pelo fim do movimento.

Dois policiais civis teriam ficado feridos no confronto, que teve seu pico por volta das 16h. A informação sobre os feridos não foi oficialmente confirmada e também ainda não foram divulgados detalhes sobre o estado deles.
 
Havia centenas de policiais civis na manifestação (também ainda não há estimativa confirmada do total de policiais manifestantes).
 
Os manifestantes tentaram chegar ao Palácio dos Bandeirantes -sede do governo paulista- para pressionar o governo do Estado, mas foram impedidos pelo cordão de isolamento da Tropa de Choque da PM.
 
Segundo nota do Palácio dos Bandeirantes, o confronto começou no momento em que o comando grevista aceitou proposta do governo estadual de enviar um representante ao local onde estava concentrada a manifestação para receber um documento com a posição dos manifestantes.
 
No local, foram posicionados vários carros e alguns caminhões da Polícia Militar. Soldados da PM portando escudos reprimiram a passeata dos policiais civis com uso bombas de gás lacrimogêneo e tiros com balas de borracha.
 
O trânsito ficou complicado na região do Morumbi e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) pede que os motoristas evitem circular pelo local.
 
Área de segurança
 
O governo do Estado divulgou uma nota dizendo que a ação da PM se deve ao fato de a área que circunda o Palácio dos Bandeirantes ser considerada de segurança.
 
"As vias públicas situadas ao redor do Palácio dos Bandeirantes, sede do Poder Executivo Estadual, são consideradas pela Resolução SSP (Secretaria de Segurança Pública) 141, de 20/10/1987, Área de Segurança. Por esse motivo, todas as manifestações populares programadas para esses locais são obrigatoriamente desviadas para áreas próximas, que não se encontram na zona delimitada pela resolução, que abrange as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi e as ruas Combatentes do Gueto, Rugero Fazzano e Padre Lebret", diz a nota.
 
Cordão de isolamento
 
Por volta de 15h15, as lideranças do movimento grevista anunciaram aos manifestantes que o governo havia concordado em receber uma comissão dos grevistas. Os policiais, entretanto, seguiram em passeata. Os militares fizeram um cordão de isolamento tentando impedir o avanço.
 
Com greve "não há acordo"
 
Em evento no início da tarde no Memorial da América Latina, o governador José Serra (PSDB) reafirmou que a posição do governo em relação ao movimento é de que não há acordo com greve, segundo informou a Folha Online.
 
"Gostaríamos de um acordo, mas com greve o acordo não é viável. Negociações em greve não são viáveis. O governo fez sua proposta clara, está disposta a mandar para a Assembléia Legislativa dentro das possibilidades existentes", afirmou Serra.
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