A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (6) no estado de São Paulo 14 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que coagia organizadores de festas e eventos a contratarem uma empresa de segurança privada. De acordo com a PF, policiais civis, um advogado e um empresário de Cerquilho, a 140 km de São Paulo, são donos da empresa.
As prisões foram feitas na capital paulista e em outras sete cidades – Osasco, Itapetininga, Tatuí, Cerquilho, Alambari, Quadra e São Miguel Arcanjo. Outros 27 mandados de buscar e apreensão foram cumpridos.
Entre os presos, estão quatro policiais civis, um advogado, um secretário de Itapetininga e outras oito pessoas. Eles estão envolvidos em dez crimes: formação de quadrilha, concussão, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção ativa, crimes contra a ordem tributária, peculato, prevaricação, porte ilegal de arma de fogo e fraudes em licitações.
De acordo com a PF, os policiais civis presos eram responsáveis por fazer contato com os organizadores do evento e os coagiam a utilizar a empresa de segurança da qual são donos – dizendo que era a única a atuar conforme a legislação. Os policiais também são suspeitos de utilizar estrutura policial para atender os clientes.
Também há suspeita de fraude em licitações com prefeituras do interior, nas quais a empresa de segurança saía beneficiada.





