A greve dos professores da rede estadual em Minas Gerais, deflagrada no último dia 28 de agosto, já atinge a 20 das 34 escolas de Divinópolis. De acordo com Maria Catarina Vale, da diretoria de comunicação do SindUte – Sindicato Único dos Trabalhadores de Ensino, 11 escolas estão totalmente paralisadas e outras nove aderiram parcialmente à greve. “O movimento está crescendo e temos expectativa de que se não houver um acordo com o governo em breve a adesão pode estar perto de 100%”, disse ela na tarde desta terça-feira ao Divinews.com.
A greve, deflagrada por tempo indeterminado, tem uma extensa pauta de reivindicações e muitas críticas ao governo Aécio Neves. “Ele é o maior marqueteiro do mundo”, critica Maria Catarina, diante das afirmações do governo do Estado, que garante que a educação é uma das prioridades. Entre as reivindicações da categoria, está a implantação imediata do piso nacional de R$ 950,00, aprovado em julho pelo Congresso nacional. Hoje em Minas, um professor em início de carreira recebe R$ 333,26, pouco mais do que um ajudante de serviços gerais, que tem salário de R$ 330,25. Segundo Catarina, o auxiliar de secretaria, normalmente com curso superior, tem salário de R$ 334,06. Por este motivo, a categoria também reivindica tabela salarial de acordo com o nível de escolaridade.
Os professores ainda reivindicam o vale-transporte e a definição de uma política de saúde para a classe. “O professor estadual não tem política de saúde, já que o Ipsemg não atende às doenças específicas da categoria”, diz Maria Catarina. “Estamos exigindo centros de atendimento no interior”, completa.
Sobre a política do governador Aécio Neves (PSDB) para a educação, os professores têm muitas críticas. “O governo faz de conta que investe na educação”, diz Maria Catarina.
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