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Disse o prefeito: “ Primeiramente estranhei que tivesse sido realizada a manifestação, foi uma falta de clareza, pois não tem nem projeto para apreciação na Câmara, eu dividi com o sindicato e com os vereadores que nos procuraram, a dificuldade de uma recomendação colocada pelo Ministério Público, já consolidada pelos tribunais para o gestor público, uma determinação constitucional, no que tange a não haver múltiplos de salários mínimos, indexado ao piso salarial, e que eu já havia dilatado prazo da recomendação”.
E seguiu sua entrevista, dizendo que ninguém, neste caso membros do sindicato na ocasião da reunião do governo com o SINTRAM apresentou qualquer alternativa. E depois apareceu a reação: “Não há linha adversa, contraposta jurídica e judicial sobre este assunto, e definimos então cumprir. E ninguém apresentou alternativa. Então neste intermeio nós vimos uma reação. Eu não poderia deixar que a Câmara seja usada dessa maneira para virar bandeira política de qualquer questão. Acho que os vereadores ali merecem todo respeito. Que a Câmara não seja usada por essa distensão essa desinformação que não ajuda em nada”.
Vladimir seguiu com sua perplexidade diante da reação dos servidores: “E ao mesmo tempo estamos discutindo um jeito de cumprir, por que em Minas e no Brasil nós estamos afeto a cumprir a Constituição. Vamos tratar desse assunto com clareza e respeito. Pode olhar na história da cidade fui o prefeito que mais preservou e promoveu aumento salariais para todos os servidores. Queremos tocar esse assunto com serenidade e segurança jurídica que ele requer e não deixar que pessoas queiram se alimentar de feridas dos outros para se sustentar fazendo política, isto não podemos deixar”.
“Infelizmente é uma desinformação planejada. O erro maior é usar uma desinformação distorcida para ludibriar e motivar o servidor em uma questão que não é dessa maneira. Essa é minha maior tristeza. E no encontro que tive com o sindicato cumpri todo rito de previsibilidade, de diálogo institucional. E infelizmente a gente vê que não há uma responsabilidade de respeito no sentido do diálogo – Nenhuma alternativa foi colocada na mesa, todo mundo entendeu a situação como sem saída, de uma interpretação da Constituição, da condição de julgamento dos tribunais e que neste quesito não tinha escolha”, lamentou Vladimir, que a seguir acrescentou: “Não vou deixar que usem esse problema para virar palanque para terceiros”
O prefeito contou que quando comunicou aos dirigentes sindicais sobre a recomendação do Ministério Público, os membros do sindicato, sequer mostraram qualquer reação naquele momento de apresentar uma opção, ou solução. Foi entendido então, que era um assunto esgotado e então foi dado o encaminhamento.
Na verdade o prefeito transpareceu que houve uma certa conformidade do sindicato naquele momento. Vladimir, na sequencia diante dos atuais fatos, disse: “Vamos tocar o barco. Na verdade nem tem projeto ainda na Câmara”.
Quando perguntado se o projeto iria para a Câmara, Vladimir respondeu: “Não sei, vamos analisar os desdobramentos do assunto”.
Como na entrevista coletiva que foi realizada pelo CAAF e eles disseram que o Executivo enviaria para a Câmara, no dia seguinte à entrevista, um Projeto de Lei, para modificar o parágrafo que trata da indexação do piso salarial da categoria ao reajuste do salário mínimo e isso não foi feito. O prefeito foi questionado por que o projeto não foi enviado. E ele respondeu que o governo ficou aguardando o os desdobramentos dos fatos, para que o assunto não fosse usado de forma deteriorada, como acabou sendo. Ele demonstrou não querer que os vereadores sejam colocados em uma situação desnecessariamente desconfortável. E sinalizou que possa existir outra alternativa e é isso que o governo está discutindo e estudando uma solução.






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