RADIO CITY by Itamar de Oliveira (please, pronunciem em porto/english, bem carregado = Reidiocíri bai Itaamar di Orliveira): “Obras, muitas obras!”

Publicado por: suporte


“- Tem obra que por sua dimensão demora um pouco mais, né deputado, por causa da grandeza. Elas acabam causando mais impacto do que um monte de pequenas obras, né deputado!” Na linguagem marginal, pagou “sugesta”, sugerindo existir o inexistente.

Naquele momento pude sentir uma aragem revigorante, encher-me os pulmões, e até respirar melhor. Estava sim, na velha, conhecida e centenária Divinópolis.

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Salsichas
Por força da legislação a Câmara deverá realizar concurso para substituir os que saem da ativa, muito embora os legisladores tenham subvertido a ordem das coisas. Cada presidente que entra leva a sua turma e manda embora os “inimigos” de livre nomeação. Foi assim que o autoritário Rodyson (a calhordice leva um sujeito desses a ser presidente da Câmara) despediu a dona Nina (cantina) o motorista Hudson, o fotógrafo Carlito e mais um monte de gente boa, mas mantém o advogado Flávio Ramos em desvio de função. Flávio é o chefe da comunicação.

Para afirmar-se como honesto o concurso tem de ser específico e dar chance aos profissionais da área jornalística. Caso contrário aquilo ali não pode ser uma Câmara Municipal, mas sim, uma fábrica de salsichas.

Ambos, Rodyson Krishnamurti e Flávio Ramos, estão em desvio de função.

Família Scolari
Para mim essa propalada Família Scolari só existe na imaginação fértil dos cronistas esportivos de Rio e São Paulo. Considerar um empate com a Inglaterra um bom resultado em pleno Maracanã, parece brincadeira.

Sem ganhar de time considerável há mais de três anos, o escrete nacional deverá levar mais uma chinelada dos europeus na Copa das Confederações. Isso vem reafirmar que o bom futebol mudou de continente.

Nos campos nacionais o Galo parece ter entrado na fase da exaustão. Não ganha de mais ninguém. E o Cruzeiro, como no ano passado, é time de meio de tabela.

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The bodyguard
Se algum dia me pedissem para citar o nome de um sujeito da maior simpatia, eu não pensaria duas vezes para responder: o Dulinho. Cara bacana, disponível, companheiro, o Dulinho sempre foi participante das marchas e contramarchas da política, de preferência em posições de confronto com o poder do momento.

Mas para ser sincero eu não contava com aquela: Dulinho no ridículo papel de guarda-costas, um Kevin Costner de ébano protegendo autoridades. O papel do guarda-costas é necessário e respeitável em momentos especiais. Sem eles um ébrio qualquer cospe na cara dos excelências. Mas quando não é de profissão, essa atitude se torna um exercício de puxassaquismo puro. E isso, sinceramente, eu não esperava do Dulinho.

Antes tarde…
O pessoal (incluindo eu) cansou-se de ridicularizar o famoso “Buracão da Paraná”. Com razão. Não foram cinco meses de atraso como quiseram justificar alguns, mas 500 dias de longa espera. Mas finalmente São Pedro ajudou e a obra ainda que inacabada serviu para dar passagem ao tráfego, que naquela região é pesado. Os comerciantes agradeceram, os frequentadores da Divinaexpo idem, e os divinopolitanos ficaram mais aliviados. Ficou o exemplo de que os governantes não devem se omitir em casos de urgência como aquele. O Buracão queimou o filme de muita gente.

Estação de Tratamento
Vinha acompanhando com zelo a evolução (muito lenta) do cronograma de obras da ET do Rio Pará, que segundo as autoridades, foi inaugurada com os festejos dos 101 anos de Divinópolis. Não estive por lá nos últimos dias. Se inaugurada está, as águas que fluem da ET são potáveis e aptas para o consumo.

Sem mesmo conferir se a Estação está mesmo concluída, aposto uma caixa de Brahma que nenhuma daquelas autoridades que se exultaram a esse respeito no palanque das festividades, tem coragem de sorver um golinho que seja. Não da cerveja, mas da água. A gente conhece o político pelo galeado. Acostumou-se a inaugurar obras inacabadas, nunca mais esquece.

Xiitas
O termo foi reinventado por este colunista, (inspirado no universo árabe) para notabilizar os fundamentalistas que freqüentam o inextinguível quarteirão fechado da rua São Paulo. Mais tarde o espectômetro que carrego a tiracolo incidiu sobre nova onda deles. Trata-se dos xiitas de direita. Enquanto que os de esquerda agitam suas adagas e pedem a cabeça do prefeito, os de direita fazem rimas descompostas em homenagem ao chefe tucano.

Senti a maior firmeza. Se eles explicitaram a necessidade de defender, é porque se sentem fustigados. Mas, sobretudo, manifestações tanto de um lado como de outro, mostram a essência da democracia. E assim é que deve ser.

Contudo, noto pelos comentários (ou falta deles) no noticiário do Divinews, que os xiitas de esquerda só se interessam pelas notícias locais, apostando no “quanto pior, melhor”. Parece que o único objetivo é derrubar o prefeito, e não, uma cultura viciada. Fora disso não existe vida inteligente.

Tumorzinho
O exemplo maior da semana que passou vem do atleta Oscar Schmidt. Glorificado por suas conquistas nas quadras, herói do basquetebol nacional, Oscar não se curva diante da perspectiva de um câncer avassalador. E chama o crescimento desordenado de células malignas como “tumorzinho”.
“Esse “tumorzinho não vai me abater” – garante o atleta em entrevistas.

Bem humorado, confessa sua alegria por ter vivido uma vida feliz ao lado da família. Vida de muitas conquistas pessoais e coletivas, como o fato de colocar o Brasil no hall da fama nos EUA, sem nunca ter jogado por times de lá.

Exercícios de cidadania
A Maria Cândida, (eu não deixo de falar na Maria Cândida; dizem que tem coisa aí!) divulga em sua prestigiada coluna, o desejo de vários divinopolitanos como presente para os 101 anos de Divinópolis, dentre os quais o da leitora Idelamarte Oliveira: “Um hino para Divinópolis – se há, ninguém conheceu”. Por saber a distinta senhora tratar-se de exercício de cidadania, ter em vista, através de manifestações culturais, o lado espiritual e coletivo da cidade.

Já um crítico, certamente desses que usam jornal para outras finalidades, quando eu falava em editorial sobre a “Ditadura Cultural” teve opinião diferente. Sobre a comissão que embaraçou todo o processo de escolha do Hino Oficial e impediu sua divulação, disse que hino é coisa de viado. Quer dizer: com um cidadão desses transitando livre por aí, a cidade corre o risco de afogar-se em seus próprios dejetos. Cultura para ele é feita somente por matérias destinadas a satisfazer à sua inestimável ignorância e seu ego sedento por sangue.

O que eles disseram:

“Seja um bom divinopolitano; quebre vários CDs de sertanejo universitário por dia.”
Garcia Júnior

Não era nenhum filme de Whitney Houston, ou era? Mas tinha até guarda-costas

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