Fim da Feira das Flores
A reunião legislativa 16 de maio de 2013, comprovou a submissão do Legislativo ao Executivo Municipal e caracterizou a nítida interferência do prefeito Vladimir de Faria Azevedo na tomada de decisão de alguns vereadores. Ficou claro que por causa da base de sustentação ao governo municipal, a Câmara Municipal está como extensão da administração pública que mesmo a distância, a mão do prefeito determina o resultado do painel de votação.
Anteriormente por unanimidade foi aprovada no Legislativo a permanência da feira de flores que há dez anos acontece na Praça Benedito Valadares, (Praça do Santuário). O evento esperado anualmente atraia a participação popular, movimenta o comércio na praça, é atrativo a mais no lazer, fomentava o combalido turismo de Divinópolis com a vinda de pessoas das cidades vizinhas, para visitar a feira.
Entre duas hipóteses uma pode ter motivado o veto do prefeito: houve reclamação por parte dos floricultores de Divinópolis, ou a idéia do Executivo é a de por fim no comercio dentro praça.
O nobre vereador Anderson Saleme de maneira até emocionada defendeu a permanência da feira, através da derrubada do veto, veementemente criticou a postura do Legislativo na possível reversão de resultado que anteriormente teria aprovado a continuidade da feira na referida praça. Anderson Saleme solicitou o apoio dos demais vereadores e alertou para o risco da desmoralização do Legislativo e da falta de bom senso, caso o veto fosse aprovado. Já o vereador Hilton Aguiar apoiou o discurso do parlamentar e de pronto declarou seu voto contrário ao veto, antes de a proposta ter sido colocada em votação. Com tudo o veto foi confirmado, como determinou o prefeito.
Não é sem motivos que a atual gestão legislativa 2012/2016, é tida como a pior e a mais fraca composição da história do Legislativo Municipal.
Como se não estivéssemos no regime democrático, a manipulação, a interferência e a influência do prefeito Vladimir nas decisões da Câmara e a subserviência da maioria dos vereadores é algo de notório e vexatório. Alguns edis mais parecem paus mandados ou garotos de recados, falta personalidade ao atual Legislativo, tanto que salvo raras exceções, são poucos os fatos de fiscalização dos atos do prefeito. O buraco da Paraná que o diga, as obras andam a passos de tartaruga, complica o transito de Divinópolis e os vereadores não fiscalizam as razões da inércia das obras, talvez os motivos sejam a falta de recursos e inadimplência com a empreiteira.
Capina química
Atendendo a recomendação do Ministério Público, O Executivo optou pelo veto ao Projeto de Lei EM 025/2013, que trata da liberação indiscriminada da capina química. A proposta volta à Câmara Municipal, para que os vereadores decidam pela sustentação ou pela cassação do veto.
Qual será a atitude dos vereadores subservientes as vontades do Executivo Municipal, uma vez que apoiaram o veto do prefeito na questão da feira das flores? Eles vão acompanhar o prefeito? Pode ser que não porque segundo os corredores da Câmara, existe forte indicio de complô com a proposital intenção de derrubar o veto do prefeito.
Quero estar enganado, mas à frente pró capina química composta pelos vereadores Adilson Quadros, Periquito Beleza, Nilmar Eustáquio, Dr. Delano Santiago, Hilton Aguiar, Edmar Rodrigues, Edmar Máximo, Edmar Felix, Marcos Clementino, Rodrigo Kaboja, Careca da Água Mineral, Eduardo Print Junior e o presidente Rodyson, podem assumir papel de oposição ao veto. Caso ajam desta maneira, estes vereadores contrariariam o chefe e a recomendação do Ministério Público, por que a intenção é a de liberar a capina química a todo custo, para atender interesses da própria prefeitura e da FCA.
O presidente Rodyson e o vereador Adilson Quadros embora do mesmo partido do prefeito (PSDB) são ferrenhos defensores da capina química, empenharam na derrubada do veto. Como não prevaleceu o bom senso na questão da feira das flores, quando a ala governista traiu a própria convicção, para atender o prefeito, desta vez tem tudo para acontecer o contrário às determinações do chefe e o veto ser derrubado pela conveniência.
Caso não haja respeito à recomendação do MP, ao veto do projeto EM – 025/2013, a Justiça será acionada.
Agora é aguardar a posição do imenso bloco de sustentação ao prefeito Vladimir, cuja fidelidade é canina, sempre acompanha as orientações e determinações do Executivo, mas na questão da capina química fica a incógnita. O Legislativo esquece de que é um poder autônomo, com a função de criar leis, fiscalizar os atos do prefeito, não a de um poder submisso e subserviente.






