Vereadores da Câmara de Divinópolis resistem em aprovar Lei de moralização de gastos públicos

Publicado por: suporte


Ao sair a pauta e ser colocado em discussão na sessão ordinária da última quinta-feira (18) o Projeto de Lei que tenta moralizar os gastos públicos com o excesso de homenagens foi metralhado pelos vereadores que não querem vê-lo aprovado. E as razões são muito simples, como já noticiado pelo Divinews em outra matéria. Um pouco mais difícil é um vereador conseguir ser reeleito pela primeira vez, depois disto, matematicamente, só com o excesso de homenagens existentes na Câmara de Divinópolis, acrescentando as moções honrosas, além da nomeação de ruas. Só com o reconhecimento das famílias dos homenageados, dificilmente qualquer vereador deixa de ser reeleito sucessivamente. Torna-se um cargo quase vitalício, independente do trabalho do vereador no parlamentar. O sentimento de gratidão da família dos homenageados é quase eterno, e continua ser renovando à medida que novas homenagens são feitas.

O vereador Hilton de Aguiar (PMDB) disse outra frase muito interessante, só que às avessas: “É uma das poucas coisas que podemos fazer nesta Casa”.

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Já o vereador Nilmar Eustáquio (PP), discordando do autor do projeto, Rodrigo Kaboja, que ao defender a aprovação do Projeto de Resolução afirmou que a retirada do excesso de homenagens que vai gerar uma economia significativa pois é um clamor popular, Nilmar afirmou que tem andado pelas ruas e não sente que seja um clamor popular.

A prova da aprovação do projeto do vereador Kaboja está nas redes sociais. Nesta empreitada, tem que dar a Cesar o que é de César. Ponto para o vereador.

Contudo, não se sabe se para o bem ou para o mal do projeto, o vereador Dr. Delano (PSD) tomou uma decisão que foi benéfica ao pedir vistas de 15 dias. Se o projeto fosse colocado em votação naquela quinta-feira (18) com certeza, pelo perfil dos vereadores eleitos, o projeto não seria aprovado por uma ação corporativista de sobrevivência dos mandatos dos edis.

O Projeto de Lei de autoria de Kaboja não extingue todas as homenagens, deixa apenas e o mais coerente as mais importantes, como a “Medalha Candidés” e “Cidadão Honorário”, “Amigo de Divinópolis”.

O grande problema é que, na falta de conteúdo e bandeira, as homenagens passam a ser o principal trabalhado da maioria dos vereadores. E quem financia tais homenagens indiretamente são os munícipes que pagam seus impostos que a Prefeitura repassa para a Câmara movimentar sua engrenagem administrativa.

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