O atirador, identificado como Adam Lanza, abriu fogo na manhã da sexta-feira na escola Sandy Hook, onde estudam crianças de 5 a 10 anos de idade. Ele matou 26 pessoas antes de se suicidar, e suspeita-se que tenha matado uma outra pessoa antes do massacre na escola.
“Nossas investigações na cena do crime produziram evidências muito boas”, disse à imprensa Paul Vance, comandante da polícia de Connecticut.
O tiroteio atormentou a cidade de Newtown, listada como a quinta cidade mais segura dos EUA, mas que agora está em crise.
Um hospital abriu um centro para lidar com a crise na cidade a 130 quilômetros de Nova York. No meio da manhã, cerca de 50 carros já estavam estacionados do lado de fora do hospital. Uma placa pedia para a imprensa se manter distante.
“Se isso puder ser cicatrizado, é isso o que eu quero pedir a Deus”, disse Andrea Jaeger, que colocou uma vela num memorial para as vítimas em frente à escola. “Vidas de crianças foram perdidas, e isso é algo que todos sentimos.”
A tragédia levou o presidente Barack Obama às lágrimas na TV na sexta-feira e abalou um país que já viu outros ataques como esse, mas não com vítimas tão jovens. Também retomou o debate sobre a política de armas nos EUA.
“As crianças que morreram estavam em duas salas de primeira série (seis anos de idade)”, contou a bibliotecária Mary Ann Jacob.
Paul Vance, da polícia, não quis descrever as evidências encontradas. Ele, porém, afirmou que o atirador forçou a entrada na escola.
A mulher adulta encontrada morta na cena secundária do crime era ligada ao atirador, afirmou a polícia. Muitos veículos de imprensa estão dizendo que ela era Nancy Lanza, mãe do atirador.
O número de vítimas em Newtown superou o do ataque da escola Columbine, em 1999, no Colorado, quando dois adolescentes mataram 13 pessoas e depois se suicidaram.
FONTE: AGÊNCIA DE NOTICIA INTERNACIONAL – REUTERS
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