Na abertura, o presidente da Regional, Afonso Gonzaga, saudou o Secretário, enfatizando a importância de sua visita no processo de planejamento de políticas urbanas sustentáveis. “a região está preocupada com as diferentes questões sociais, ambientais e de infraestrutura que garantam maior qualidade de vida às próximas gerações”, disse Afonso Gonzaga. O presidente regional classificou de “pontapé inicial” a visita do secretário, num projeto que visita oferecer “um conjunto de ações”, a partir de um Plano Diretor, já em desenvolvimento, com a participação da sociedade. Para Gonzaga é fundamental que se tenha um projeto organizado, que sirva de base de informações para investidores.
Veras destacou em sua palestra a importância do ordenamento no uso do território das cidades e o planejamento econômico de médio e longo prazo, a partir de uma agenda convergente entre empresários, poder público, academia e sociedade civil. “Municípios competitivos são aqueles que têm clara definição do seu futuro”, resumiu. Ordenar o uso do território significa, nas palavras do secretário-adjunto, definir como as empresas já existentes na região poderão crescer, adensando suas cadeias produtivas e gerando mais empregos e riqueza. O conceito de Inteligência Territorial surge da integração dos produtos de caracterização e descrição geográfica com análises econômicas, marketing,
administrativas e de viabilidade de projetos, permitindo a aplicação de seus resultados junto a empresas privadas e poder público, com o foco em extrair o máximo de resultados das ações e gestão sobre o território. A identificação das características sejam elas sociais econômicas ou ambientais, e das formas de uso e ocupação dos territórios, geram informações essenciais para a elaboração de planejamento urbano e rural e tomada de decisões prioritárias, não só para o poder público, como também para a iniciativa privada. Para o Secretário, o Plano Diretor é a política urbana do município, um conjunto de leis que determina como e para onde a cidade vai direcionar o seu crescimento e de que forma deve se organizar. Ele é obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes. Porém, diz Veras, muitas cidades têm o Plano Diretor, mas não colocam em prática. O secretário-adjunto mostrou exemplos históricos de lugares no mundo onde o ordenamento no uso do território e o planejamento econômico de médio e longo prazo levaram ao crescimento sadio de regiões: Singapura, San Diego (EUA), Israel e Coreia do Sul.





