| A partir do próximo domingo, os eleitores de 17 das maiores cidades mineiras vão poder conferir no Estado de Minas uma série de pesquisas de intenção de voto que vai mostrar como está o quadro sucessório nesses municípios, que somam 6,8 milhões de habitantes, cerca de um terço da população de Minas. Os levantamentos foram encomendados pelo jornal à MDA Pesquisa, instituição surgida dentro da Universidade Federal de Lavras (Ufla) a partir da união de três professores do Departamento de Ciências Exatas. A divulgação dos cenários vai ajudar o eleitor a se decidir até o dia 7 de outubro, quando cerca de 15 milhões de mineiros vão às urnas. Continua depois da publicidade Juntos, os municípios escolhidos englobam 5.074.963 eleitores. Serão realizadas pesquisas quantitativas com entrevistas face a face em domicílio. Um total de 500 pessoas vão ser ouvidas a cada levantamento no interior, cujo resultado terá margem de erro de 4,4 pontos. Em Belo Horizonte, o instituto vai trabalhar com 1.050 eleitores e margem de erro de 3 pontos. O trabalho de campo começa na terça-feira. As 17 cidades estão espalhadas por todas as regiões de Minas Gerais. Estão incluídas as que têm possibilidade de segundo turno: Belo Horizonte, Contagem, Betim, Juiz de Fora, Uberlândia e Uberaba.Para o diretor da MDA Pesquisa e estatístico responsável pelos levantamentos, Marcelo Costa Souza, no atual momento da campanha o material já deve mostrar um cenário próximo do que devem apontar as urnas em 7 de outubro. “No próprio questionário teremos perguntas para medir a cristalização do voto para entender qual é o percentual do eleitorado ainda passível de mudança e quantos já estão consolidados na decisão”, afirmou. “Teremos informações pós horário eleitoral, então o eleitor já começa a se definir. Infelizmente o eleitorado brasileiro é muito distante das questões políticas, passa três anos e meio sem prestar atenção nisso e só começa a despertar com o início do horário eleitoral. É aí que começa a ponderar quem é mais capacitado para resolver seus problemas”, avalia Marcelo Costa Souza. Para o estatístico, neste momento da campanha a expectativa é de uma cristalização mais elevada do voto, mas ainda há margem para mudança. O diretor de Redação do Estado de Minas, Josemar Gimenez, destacou a importância do trabalho que será realizado com o MDA Pesquisa. “Com essa parceria, o Estado de Minas vai oferecer aos seus leitores informações consistentes, que não são encomendadas por candidatos, sobre a tendência do eleitorado nas mais importantes cidades do estado, cumprindo o seu papel de integração dos mineiros de todas as regiões”. Como os levantamentos abrangem várias regiões e cenários, as pesquisas devem mostrar situações diversas, com disputas acirradas, alguns candidatos com larga vantagem, outras com tendência de segundo turno. Segundo o diretor da MDA Pesquisa, será um meio democrático para informar a população sobre o quadro eleitoral. “É uma iniciativa importante do EM fortalecer essa parceria com o eleitor mineiro”, disse. O pesquisador acredita que os levantamentos podem ter alguma influência sobre o eleitorado, mas não serão decisivos. “Alguns eleitores tentam trabalhar com o voto útil quando percebem que o escolhido não tem chances de ir para o segundo turno e mudam para alguém com mais chances. Outros têm o comportamento de votar em quem está ganhando, mas a pesquisa não é capaz de definir a eleição”, avalia.
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