Que o ambiente entre os vereadores e até mesmo seus assessores de gabinetes sejam partidários, vá lá é normal e compreensível. Seria anormal se diferente fosse diferente. Mas, o corpo de servidores técnico e administrativo da Casa Legislativa tomar partido deste ou daquele vereador, mesmo que o emprego tenha sido uma indicação política, o que normalmente ocorre passa das raias do bom senso.
O que está ocorrendo hoje na Câmara de Divinópolis é que a campanha eleitoral de 2012 chegou antes, antecipadamente, provocada por alguns fatores, a começar com a eleição da mesa diretora e um presidente que almeja a reeleição e se credenciar como provável candidato a vice-prefeito na chapa de Vladimir Azevedo.
Então (este “então” não é copiado de pronunciamento de nenhum vereador) há os que apóiam o presidente Pastor Paulo César e Vladimir Azevedo, que andam de peito erguido, altaneiros por estarem do lado do poder. E, os contra (de novo a censura) que andam pelos cantos, tristes com os acontecimentos, que não concordam, mas tem medo de se manifestarem e dizer do seu descontentamento com a partidarização da Câmara.
Hoje a Secretaria Geral da Câmara, um cargo técnico de confiança de toda a Casa Legislativa e não de um grupo político, pediu, usando a Tribuna da Câmara, que uma vereadora fosse submetida ao Conselho de Ética. Uma situação totalmente inusitada e surrealista.
Uma servidora pública querendo a destituição. Sim, porque a partir do momento que a servidora pede que a vereadora seja submetida a um conselho de ética, é porque deseja a saida de uma representante que o povo elegeu. Criando um paralelo na iniciativa privada é como se o empregado quisesse demitir o empregador. E, porque isto aconteceu?
Vamos explicar o que aconteceu de fato. Em primeiro lugar, é preciso que se diga que em parte, Vanícia Rocha tem razão. Não o seu ato de usar o plenário e pedir Conselho de Ética para a vereadora, mas sim porque ela estava de fato de férias no exterior e retornou hoje (03/11) as 12 horas, logo não poderia ter sido ela quem passou as informações para o Jornal. Assim, sua indignação é pertinente por ter sido citada pela vereador Heloisa Cerri, como uma das prováveis suspeita.
Histórico
No dia 28 de outubro (sexta-feira passada) o “determinado” jornal publicou a primeira denuncia contra a vereadora Heloisa Cerri. Já munido de informações sigilosas, e porque sigilosa?
Uma coisa é o salário (bruto) do vereador ser de domínio, não é segredo e toda população tem a obrigação de saber quanto eles estão ganhando. Outra coisa é saber quanto que determinado vereador recebeu liquido, quais foram os seus descontos, isto não é publico, é privado.
Mas, o jornal já sabia e disse: “ela recebeu seu pagamento de vereadora integral, no valor de R$ 6.847,05”. Como o jornal sabia que ela recebeu integral, por que alguém informou verbalmente, sem que houvesse pedido oficial, já que o pedido de solicitação de informação feita pelo jornal, que o Divinews teve acesso nesta quinta-feira (03), só entrou só na casa no dia 1º e a data da solicitação digitada no documento era dia 31.
Nos desdobramentos das informações, vocês vão saber quem provavelmente informou. É só analisarem os fatos, não precisa nem ser com uma grande lupa é só analisarem os fatos. Uma coisa é liquida e certa, não foi nenhum servidor de carreira, dos sérios que não se envolvem em politica partidaria.
Já na segunda-feira (31) todos questionavam como as informações foram parar no tal jornal, com a certeza de que não havia sido descontado. Nem mesmo a vereadora ainda sabia quanto tinha recebido porque não tinha aberto seu contracheque e também não tinha verificado seu extrato no banco.
Na terça-feira (01/11) às 17h21min, o Divinews protocolou uma solicitação de informação sobre que dia o “determinado” jornal solicitou oficialmente dados sobre a vereadora Heloisa Cerri.
Hoje, quinta-feira (03/11) durante a sessão plenária, o Divinews esteve no Centro de Atendimento ao Cidadão e obteve junto a diretora daquele setor a informação de que nem todas as protocolizações são feitas no protocolo oficial da Casa Legislativa, que a Presidência tem a prerrogativa de receber documentos diretamente.
Ao consultar as duas funcionárias, que, naquele momento estava na ante-sala da presidência, as secretárias Junia e Tatiana, elas informaram não terem recebido nenhum documento do jornal solicitando informações sobre a vereadora. Só se, o André, assessor direto do presidente, vereador pastor Paulo César tivesse recebido. Contudo, naquele momento ele não estava naquela sala, solicitaram que o Divinews voltasse mais tarde.
Mais tarde, cerca de 20 minutos depois, o assessor parlamentar, informou ao Divinews que foi ele quem protocolizou o documento do jornal no dia 1º e repassou para a diretoria legislativa, então solicitamos uma cópia do documento, a diretora Julia, disse que para isso teríamos que protocolizar tal solicitação, como o documento estava sobre a sua mesa conseguimos visualizar os dados, confirmando que a data que foi digitado foi dia 31/10 e havia um protocolização de próprio punho do assessor parlamentar com data do dia 1º, a solicitação é para que a Câmara enviasse uma cópia da solicitação da licença que a vereadora Heloisa Cerri fez à Câmara antes de sua viagem.
Mas, qual a validade desta solicitação? Nenhuma já que a 1ª matéria do jornal foi publicada no dia 28 e já no dia 1º existe uma foto da tal solicitação da vereadora estampada no tal jornal.
A diretora do Legislativo, afirmou que ainda iria providenciar o documento para ser entregue. Quando foi informada de que o documento que ela estava providenciando para ser liberado já havia sido publicado no jornal, ela fez um ar de espanto.
Desta forma, é muito fácil concluir de onde saiu o documento diretamente e sem intermediários para as mãos do jornal.
É só pensar. Não foi protocolizado no protocolo oficial, foi protocolizado direto na presidência à mão, e após a data da publicação, logo meu caro Watson, é simples a conclusão.
Então este mistério está solucionado. Vamos aos mistérios políticos, por que a vereadora está sendo bombardeada.
Quem é o vice-governador de Minas? O que ele era antes de se tornar vice? Como ele viabilizou seu nome junto ao governador Antonio Anastasia?
Quem souber responder essas questões, vai também solucionar os bastidores da política divinopolitana no momento. O que de fato está acontecendo na Câmara de Divinópolis.
E, alguns servidores, uns sabendo, outros sem saber, estão sendo usados como massa de manobra. Os presidentes passam e os cargos continuam, é bom pensar nisso.
É bom que os vereadores, servidores e até mesmo a partes envolvida, reflita: algumas coisas podem ser feitas, mas não devia, porque para quem não sabe conduzir direito a situação, pode tender para um lado ou para o outro. Então, nenhum cargo técnico e de direção da Câmara, com a pluralidade de partidos existentes na casa, poderia ter um servidor de carreira filiado a partidos políticos, muito menos presidente. Não é saudável.
Enquanto isso a população e os eleitores são ridicularizados, por não saber a verdade e as armações por trás dos bastidores, só vêem as questões aparentes, as falas, nem todas é verdade, emplumadas, de falso equilíbrio, bonitinhas, até mesmo politicamente corretas, mas no escondidinho, uma verdadeira podridão de luta pelo poder.
Votam errados, baseados em peças ficção de marketing. Quem fizer uma campanha técnica para sensibilizar corações, mentes e almas, ganha a eleição.
na Tribuna Livre da Câmara nesta quinta-feira (03)
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na Câmara de Divinópolis
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Vanicia Rocha diz que o jornal em momento algum procurou a Camara
A seguir diz que estava viajando para o exterior sem contato até com a familia
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