Deputada estadual afirma que custos do minério de ferro, dificuldades nas exportações e concorrência do aço chinês contribuíram para a decisão da Gerdau. Parlamentar critica políticas comerciais dos Estados Unidos, questiona a postura do governo mineiro e pretende levar a situação ao vice-presidente Geraldo Alckmin – A deputada estadual e federal eleita Lohanna França (PV) manifestou preocupação com o encerramento da produção de aço da Gerdau em Divinópolis, anunciado oficialmente nesta terça-feira (3). Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, a parlamentar lamentou os impactos sobre trabalhadores e famílias, analisou os três fatores econômicos apresentados pela siderúrgica e criticou decisões políticas que, em sua avaliação, contribuíram para agravar as dificuldades da indústria brasileira. Lohanna também anunciou que pretende conversar com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, sobre a situação da unidade e a possibilidade de buscar alternativas junto ao governo federal.
Deputada estadual afirma que custos do minério de ferro, dificuldades nas exportações e concorrência do aço chinês contribuíram para a decisão da Gerdau. Parlamentar critica políticas comerciais dos Estados Unidos, questiona a postura do governo mineiro e pretende levar a situação ao vice-presidente Geraldo Alckmin
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Lohanna lamenta decisão da Gerdau e critica exploração política do caso
No início do pronunciamento, Lohanna afirmou ter recebido com tristeza a confirmação do encerramento da produção de aço em Divinópolis. A parlamentar destacou a dependência econômica de numerosas famílias em relação à atividade siderúrgica e criticou o que considera uma tentativa de transformar a situação em disputa política. Segundo ela, o debate precisa considerar os fatores apresentados pela própria empresa, evitando explicações simplificadas para uma decisão que envolve custos industriais, comércio internacional e competitividade.
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que a Prefeitura divulgou estimativa de aproximadamente mil pessoas diretamente impactadas, entre trabalhadores próprios e terceirizados. O número corresponde a cerca de 7,4% do emprego industrial do município. A administração municipal também apontou riscos à arrecadação de ICMS e à atividade de fornecedores e pequenos negócios. Os dados ampliam a dimensão da crise industrial divinopolitana, que ultrapassa a situação dos empregados diretamente vinculados à produção.
Deputada aponta dificuldade na compra de minério de ferro
O primeiro ponto analisado por Lohanna foi o custo do minério de ferro utilizado pela Gerdau. A parlamentar afirmou que a elevada demanda internacional pela matéria-prima e as exportações realizadas por grandes fornecedores, especialmente a Vale, contribuem para pressionar os preços. Em sua interpretação, a venda do minério no mercado externo, com negociações em dólar, dificulta a aquisição em condições competitivas por determinadas siderúrgicas brasileiras.
A Gerdau confirmou que a ausência de fornecimento de minério de ferro a custos competitivos foi o principal fator para o encerramento da produção em Divinópolis. A companhia, entretanto, não atribuiu formalmente a responsabilidade pela decisão à Vale nem identificou fornecedores específicos em seu comunicado. A explicação de Lohanna acrescenta uma interpretação sobre o funcionamento do mercado, enquanto a justificativa empresarial concentra-se na perda de competitividade da unidade. A questão está relacionada aos desafios da produção siderúrgica brasileira.
Tarifas dos Estados Unidos entram no centro das críticas
Ao comentar as condições desfavoráveis do mercado internacional, Lohanna relacionou as dificuldades de exportação da indústria brasileira às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A deputada criticou o presidente americano, Donald Trump, e afirmou que medidas tarifárias elevadas prejudicam a competitividade do aço produzido no Brasil. Para a parlamentar, decisões dessa natureza repercutem sobre a capacidade das empresas nacionais de disputar compradores no exterior.
Lohanna também mencionou Eduardo Bolsonaro e outros políticos de direita, criticando manifestações de apoio às medidas comerciais americanas. As declarações representam o posicionamento político da parlamentar sobre o conflito tarifário e suas consequências. No comunicado oficial, a Gerdau citou condições internacionais desfavoráveis para exportações, mas não apontou exclusivamente as tarifas dos Estados Unidos como causa do encerramento da produção em Divinópolis. A distinção é importante para compreender o alcance das dificuldades econômicas industriais.
Parlamentar questiona ausência de Zema em reunião sobre tarifaço
Lohanna também direcionou críticas ao governador Romeu Zema, ao recordar uma reunião convocada pelo governo federal, em 2025, para discutir os impactos das tarifas americanas sobre a economia brasileira. Segundo a deputada, Zema não participou do encontro, apesar da importância das exportações minerais e industriais para Minas Gerais. Ela afirmou que já alertava, naquela ocasião, para os possíveis prejuízos econômicos ao Estado.
A parlamentar sugeriu que a ausência de articulação poderia ter limitado as oportunidades de enfrentamento do problema. Essa avaliação, entretanto, não demonstra que a participação do governador teria impedido o encerramento da produção da Gerdau. A relação entre decisões diplomáticas, tarifas internacionais e resultados de uma unidade industrial depende de múltiplos fatores econômicos. O posicionamento de Lohanna acrescenta uma crítica política à discussão sobre a economia mineira atual e a participação dos governos estaduais em negociações nacionais.
Aço chinês e concorrência internacional também preocupam
O terceiro fator abordado pela deputada foi o aumento das importações de aço pelo Brasil, especialmente de produtos provenientes da China. Lohanna relacionou esse crescimento à redução da demanda interna chinesa e à busca de novos mercados pelos produtores daquele país. Segundo sua avaliação, a entrada de aço estrangeiro a preços reduzidos pressiona as siderúrgicas brasileiras e dificulta a manutenção de determinadas operações industriais.
A parlamentar mencionou investigações sobre possíveis práticas de dumping, caracterizadas, em determinadas condições, pela exportação de produtos a preços inferiores aos praticados no mercado de origem. Também destacou a existência de medidas comerciais brasileiras destinadas à proteção de segmentos da indústria. O avanço das importações foi efetivamente citado pela Gerdau como um dos fatores que agravaram a situação da unidade de Divinópolis, tema presente nas notícias econômicas nacionais.
Lohanna reconhece limites do aumento de tarifas sobre importados
Embora defenda a proteção da produção nacional, Lohanna ressaltou que aumentar indiscriminadamente os impostos sobre o aço importado não representa uma solução simples. A deputada argumentou que tarifas muito elevadas podem encarecer matérias-primas e produtos utilizados por outros setores econômicos, incluindo a construção civil e a indústria automobilística. Na avaliação apresentada, medidas destinadas a beneficiar siderúrgicas precisam considerar também os efeitos sobre empresas consumidoras de aço.
A ponderação mostra que o debate envolve interesses distintos dentro da própria economia brasileira. Enquanto produtores nacionais enfrentam concorrência externa, outros segmentos dependem do fornecimento de aço em condições competitivas para fabricar seus produtos. Qualquer alteração nas regras comerciais pode produzir consequências sobre preços, empregos e investimentos. Essa relação está presente nas discussões sobre competitividade da indústria e nos instrumentos de proteção comercial adotados pelo país.
Deputada anuncia intenção de procurar Geraldo Alckmin
Ao tratar das possíveis alternativas para enfrentar os efeitos da decisão, Lohanna anunciou que pretende levar a situação da Gerdau ao vice-presidente Geraldo Alckmin, que também atua na área de desenvolvimento, indústria e comércio. Segundo a parlamentar, havia previsão de um encontro com Alckmin no dia seguinte ao pronunciamento, ocasião em que pretendia abordar a importância econômica da siderúrgica para Divinópolis e o Centro-Oeste de Minas Gerais.
“Vamos tentar correr atrás desse prejuízo”, declarou Lohanna, ao defender a busca por medidas capazes de apoiar os trabalhadores e a atividade econômica regional. A manifestação representa o anúncio de uma iniciativa política, não a confirmação de que o encontro já ocorreu ou de que o governo federal assumiu algum compromisso com a unidade. A eventual apresentação de propostas dependerá das conversas anunciadas e das possibilidades de atuação dos órgãos competentes.
A intenção de procurar o vice-presidente acrescenta uma frente de interlocução à situação que também mobiliza a Prefeitura de Divinópolis e representantes sindicais. A administração municipal anunciou a preparação de um programa de apoio aos trabalhadores e negócios afetados. Ao mesmo tempo, a Gerdau informou que considera oportunidades de transferência de parte dos empregados e ações de qualificação profissional. As iniciativas integram o debate sobre proteção dos empregos e alternativas de recolocação.
Encerramento da produção atinge economia de Divinópolis
A decisão da Gerdau envolve consequências que vão além da produção de aço. Segundo levantamento divulgado pela Prefeitura, aproximadamente mil pessoas são diretamente impactadas, entre trabalhadores próprios e terceirizados. O município estima ainda que a unidade possa representar até cerca de 15% dos repasses de ICMS, percentual que indica exposição da arrecadação, mas não significa perda automática desse montante.
Nos bairros Interlagos e Porto Velho, próximos à siderúrgica, estão instaladas mais de duas mil empresas, das quais aproximadamente 93% são microempresas. Parte desses estabelecimentos depende da circulação de trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviços relacionados à atividade industrial. O encerramento da produção poderá reduzir a movimentação econômica de diferentes segmentos, embora a dimensão efetiva das consequências ainda dependa das mudanças operacionais e trabalhistas. A situação repercute diretamente no comércio de Divinópolis.
Pronunciamento também expõe divergências sobre responsabilidades pela crise
A manifestação de Lohanna acrescenta uma dimensão política à decisão empresarial. Ao relacionar o encerramento da produção ao custo do minério, às tarifas americanas e à entrada de aço chinês, a parlamentar apresentou uma interpretação sobre fatores econômicos que ultrapassam os limites de Divinópolis. Suas críticas a Trump, Eduardo Bolsonaro e Romeu Zema representam avaliações políticas, enquanto a Gerdau fundamentou oficialmente a decisão na perda de competitividade e na reorganização de suas operações.
O pronunciamento também sinaliza a intenção de buscar interlocução federal diante das consequências econômicas e sociais da medida. Ainda não existe anúncio de solução negociada com o governo federal nem informação de que a Gerdau tenha revisto sua decisão. A questão permanece relacionada às condições de mercado, ao futuro dos profissionais atingidos e às medidas públicas de apoio. Esses elementos compõem o debate sobre futuro industrial divinopolitano e os efeitos da interrupção da produção na cidade.
Nota de transparência: Matéria teve o auxílio de IA na organização e estruturação do conteúdo, porém, sob orientação e revisão editorial do editor executivo do Divinews






