O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho, defendeu a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que ele é um “preso político”. Durante uma entrevista, o político questionou a condenação do ex-presidente, declarou que houve injustiça no processo e fez críticas a quem participou do julgamento. “Quem tem que estar preso é quem julgou ele”, afirmou.
Ao responder se era favorável ou contrário à libertação de Bolsonaro, Cleitinho foi direto: “Sou, porque ele é um preso político”. Em seguida, reforçou sua posição ao dizer que, na avaliação dele, o ex-presidente não é criminoso e sofreu uma injustiça. As declarações refletem a opinião do governador eleito sobre o caso e não alteram, por si só, a situação jurídica de Bolsonaro.
Cleitinho questiona condenação de Bolsonaro
Durante a entrevista, Cleitinho voltou a contestar a responsabilização criminal de Jair Bolsonaro e afirmou que considera injusta a decisão judicial contra o ex-presidente. Para sustentar sua posição, ele direcionou as críticas aos responsáveis pelo julgamento e defendeu que eles deveriam responder pelo que, na avaliação dele, teria sido uma injustiça.
A fala ganha relevância porque Cleitinho se prepara para assumir o Governo de Minas Gerais e, portanto, suas manifestações sobre temas nacionais também ajudam a revelar o posicionamento político que pretende levar ao cargo. Além disso, a defesa pública de Bolsonaro aproxima o governador eleito de uma das principais pautas do campo conservador brasileiro.
É importante, contudo, distinguir a avaliação política de Cleitinho dos fatos jurídicos relacionados ao processo. Ao chamar Bolsonaro de “preso político” e afirmar que houve injustiça, o governador eleito apresenta sua interpretação do caso; essas declarações não constituem, por si mesmas, uma decisão judicial nem comprovam irregularidade no julgamento.
Cleitinho relaciona possível soltura ao cenário eleitoral
Além de defender a libertação do ex-presidente, Cleitinho relacionou o futuro de Bolsonaro ao resultado da disputa presidencial. Durante a entrevista, ele mencionou a expectativa de poder e argumentou que o cenário político pode influenciar as decisões e os movimentos de diferentes atores.
Nesse contexto, o governador eleito citou o senador Flávio Bolsonaro e falou sobre a possibilidade de vitória dele na eleição. Cleitinho também mencionou um pedido relacionado à libertação de “Débora do Batom” e a autorização da Procuradoria-Geral da República para que Flávio visitasse o pai. Ao comentar esses episódios, apresentou sua leitura sobre a relação entre articulação política, expectativa de poder e decisões envolvendo Bolsonaro.
As referências, porém, devem ser compreendidas como parte do argumento apresentado pelo próprio Cleitinho. A associação entre os acontecimentos e uma possível mudança na situação do ex-presidente representa a interpretação do entrevistado, e não uma confirmação de que uma eventual vitória eleitoral de Flávio Bolsonaro resultaria automaticamente na soltura do pai.
“Subindo a rampa com o Flávio”
Ao projetar um possível desfecho para o caso, Cleitinho afirmou que, se Flávio Bolsonaro vencer a eleição, Jair Bolsonaro poderá estar ao lado do filho na subida da rampa do Palácio do Planalto. A declaração reforça a expectativa política que o governador eleito associa a uma eventual vitória do senador.
A imagem da subida da rampa simboliza a posse presidencial e, na fala de Cleitinho, expressa a expectativa de que o ex-presidente volte a ocupar um lugar de destaque na política nacional. No entanto, trata-se de uma previsão política, e não de um acontecimento confirmado ou de uma consequência jurídica automática de um resultado eleitoral.
Ao final, Cleitinho reiterou que considera injusto o tratamento dado a Bolsonaro e voltou a defender sua libertação. Com isso, o governador eleito de Minas Gerais tornou pública sua posição favorável ao ex-presidente e vinculou o debate sobre sua situação à disputa política nacional.






