Patrocínio recebeu nesta segunda-feira (21) o candidato ao governo de Minas Cleitinho Azevedo e o candidato a vice, Luís Eduardo Falcão. Durante a passagem pela cidade, os dois apresentaram propostas para o setor produtivo, defenderam mais autonomia para os municípios e falaram sobre a situação fiscal do Estado.
A agenda ocorreu em um momento particularmente sensível para o setor agropecuário local. Na última semana, a Prefeitura de Patrocínio decretou situação de emergência no agro por 180 dias, citando quebra de safra, aumento dos custos de produção e fertilizantes, juros elevados e restrições de crédito. Em seu discurso, Cleitinho reconheceu que “a maior fonte de riqueza que hoje tem no nosso estado é o agro” e afirmou que pretende estabelecer uma relação de parceria com o setor. “O Estado não vai mais dificultar a vida de vocês, eu serei parceiro, eu serei amigo, não serei inimigo do produtor nem do trabalhador.”
Estado menor e municípios mais fortes
A proposta para o setor produtivo foi apresentada dentro de uma visão mais ampla sobre a estrutura do governo estadual. Cleitinho defendeu a redução do tamanho da máquina pública e uma transferência maior de capacidade para os municípios, sob o argumento de que é nas cidades que estão os principais problemas enfrentados pela população. “O estado vai ser menor e os municípios serão maiores.” Na sequência, citou áreas como infraestrutura, saúde e segurança para explicar a proposta: “O problema está aqui, o problema da população está aqui na cidade, onde tem buraco é na cidade, a saúde está na cidade, a segurança está na cidade.”
O candidato também mencionou uma demanda específica da região: o hospital municipal. Depois de elogiar a administração do prefeito Gustavo Brasileiro, afirmou que pretende atuar para ajudar na conclusão e no funcionamento da unidade. “Pode ter certeza que, se tem um parceiro para poder finalizar e botar esse hospital para funcionar, é a minha obrigação.”
Falcão concentrou sua fala na situação fiscal de Minas e na necessidade de reorganização da administração estadual. “Tem quantos anos que tá falando que esse Estado tá quebrado, gente? Goiás também passou por regime de reparação fiscal, Rio Grande do Sul passou, Rio de Janeiro passou e olharam pra frente e resolveram. Minas precisa olhar pra frente, nós precisamos levantar Minas Gerais. Não é só ficar olhando pra trás e falando de outros governos e falando de dívida. Nós não queremos saber quem fez a dívida, nós queremos saber quem vai resolver a dívida.”






