Um simples “sim” pode estar no centro de um esquema investigado pela Polícia Civil em Divinópolis. Nesta quinta-feira, 3 de setembro, a Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a Operação “Sim Forjado” para apurar suspeitas de fraude na oferta e contratação de produtos bancários. A investigação mira especialmente seguros e cartões vinculados a uma instituição financeira e apura se gravações telefônicas de clientes teriam sido manipuladas ou editadas para criar a aparência de que as pessoas concordaram com serviços que, eventualmente, não teriam contratado.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em três salas comerciais localizadas na região central de Divinópolis. Durante as diligências, policiais recolheram celulares, documentos e dinheiro que agora passam a fazer parte da investigação. Segundo a Polícia Civil, foram apreendidos R$ 1.426 em espécie, 743 dólares e 20 pesos uruguaios, além dos aparelhos eletrônicos e materiais documentais encontrados nos endereços alvo.
Investigação apura possível montagem de gravações
O ponto mais delicado da apuração está justamente nas ligações telefônicas utilizadas para formalizar contratações. A suspeita é de que respostas afirmativas dadas por clientes em determinadas partes das conversas possam ter sido aproveitadas, manipuladas ou editadas para fazer parecer que havia concordância com a contratação de produtos bancários.
Na prática, os investigadores querem descobrir se um “sim” dado em determinado contexto poderia ter sido utilizado posteriormente como se representasse autorização para seguro, cartão ou outro produto financeiro. A Polícia Civil ainda não informou quantas pessoas podem ter sido atingidas nem o valor financeiro eventualmente envolvido nas operações investigadas. Também não foi divulgado, até o momento, o nome da instituição financeira ligada aos produtos que aparecem na apuração.
Celulares e documentos podem ajudar a dimensionar caso
Os aparelhos celulares e documentos apreendidos devem passar por análise dos investigadores. O objetivo é identificar quem pode ter participado das supostas fraudes, entender como as operações funcionavam e determinar a extensão dos fatos.
O material também poderá ajudar a Polícia Civil a verificar se houve um padrão nas abordagens aos clientes, quantas contratações podem estar sob suspeita e se outras pessoas ou empresas tiveram participação. Por enquanto, a investigação trabalha com possíveis fraudes. A operação e as apreensões não significam, por si só, condenação ou comprovação definitiva de crime.
Operação segue em andamento
A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia Civil em Divinópolis e continuará após a análise de todo o material recolhido. Novas informações poderão surgir conforme os celulares, documentos e demais elementos apreendidos forem examinados. A Operação “Sim Forjado” recebeu esse nome justamente por causa da suspeita central da investigação: a possível utilização de respostas afirmativas de clientes para dar aparência de autorização a contratações bancárias.






