Minas Gerais deverá ocupar um espaço estratégico na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. A avaliação foi apresentada pela secretária nacional de Finanças do PT, Gleide Andrade, durante entrevista ao programa Café com Política, quando afirmou que o estado está entre as prioridades da campanha petista e deverá receber novas agendas do presidente ao longo da disputa eleitoral. Segundo Gleide, Lula decidiu iniciar sua movimentação eleitoral em São Paulo e, na sequência, direcionar atenção para Minas Gerais, onde o partido pretende concentrar parte das atividades da campanha. A dirigente destacou, ainda, que a presença do presidente no estado não deve ocorrer apenas uma vez, já que novas visitas estão previstas para as próximas semanas. Entre as agendas mencionadas está uma atividade voltada às mulheres. De acordo com a dirigente petista, Lula deverá retornar a Minas Gerais para participar de um encontro com o público feminino, segmento que, segundo ela, ocupa posição central na estratégia eleitoral do presidente para 2026.
Lula terá novas agendas em Minas
Durante a entrevista, Gleide Andrade confirmou que Minas Gerais deverá receber novas visitas de Lula durante a campanha. A secretária afirmou que o presidente tem uma relação histórica com o estado e que a presença em território mineiro também representa uma forma de reforçar essa aproximação com os eleitores.
A declaração ocorre em um momento em que os partidos começam a ampliar as agendas eleitorais e a organizar eventos de maior alcance nos estados considerados relevantes para a disputa nacional e regional. Minas, nesse cenário, possui peso estratégico por seu tamanho eleitoral e pela importância que tradicionalmente exerce nas eleições presidenciais.
Gleide afirmou que Lula deverá voltar ao estado para uma atividade específica com mulheres e indicou que outras agendas também poderão ser organizadas ao longo da campanha. A estratégia, segundo ela, pretende aproximar o presidente de diferentes segmentos da população mineira.
A dirigente também associou essa movimentação à relação política construída por Lula com Minas Gerais. Em sua avaliação, o presidente mantém uma ligação próxima com o estado e considera importante estar presente fisicamente durante a campanha.
Atividade com mulheres entra no centro da estratégia
A agenda voltada às mulheres aparece como um dos principais pontos destacados por Gleide Andrade. Segundo a secretária, o segmento feminino ocupa uma posição considerada estratégica dentro da campanha de Lula e deverá receber atenção específica durante as próximas atividades no estado. A escolha também ocorre em meio ao debate sobre violência contra a mulher em Minas Gerais. Durante a entrevista, Gleide mencionou que o estado apresenta um cenário preocupante relacionado ao feminicídio e defendeu a necessidade de discutir não apenas os avanços, mas também os problemas enfrentados pela população.
Nesse contexto, a agenda eleitoral deverá combinar a apresentação das propostas do governo com temas que possuem forte impacto social. A participação de mulheres em encontros políticos e a discussão de políticas públicas voltadas ao segmento devem, portanto, ganhar espaço nas atividades planejadas pelo PT. Gleide também lembrou que Minas Gerais possui duas candidatas ao Senado, embora não tenha detalhado, no trecho da entrevista, quais seriam as estratégias eleitorais específicas relacionadas às candidaturas.
Gleide aponta divisão na direita mineira
Além de falar sobre a estratégia de Lula, Gleide Andrade avaliou o cenário da disputa pelo governo de Minas Gerais e afirmou que a direita chega ao processo eleitoral de forma fragmentada. Na entrevista, a dirigente petista citou a existência de três candidaturas identificadas por ela como representantes do campo da direita e avaliou que a divisão pode provocar dificuldades na construção de uma candidatura única. Segundo Gleide, os candidatos estariam disputando espaço dentro do mesmo campo político.
A análise faz parte da leitura política apresentada pela secretária e representa a avaliação do PT sobre o atual cenário eleitoral. Do outro lado, Gleide afirmou que o grupo ligado ao presidente Lula trabalha com uma candidatura definida para o governo de Minas, mencionando Patrus Ananias como o nome do palanque petista. A disputa, entretanto, ainda está em fase de construção, e as alianças, candidaturas e estratégias dos partidos podem sofrer mudanças até o período eleitoral.
Gleide critica gestão de Zema
Durante a entrevista, a secretária nacional de Finanças do PT também aproveitou a discussão sobre a relação entre o governo federal e Minas Gerais para fazer críticas à administração do governador Romeu Zema.
Gleide afirmou que o governo Lula destinou recursos ao estado e, ao mesmo tempo, criticou medidas adotadas pela gestão estadual relacionadas ao patrimônio público. Na fala, ela citou a Cemig e a Copasa ao fazer referência às discussões envolvendo o patrimônio de Minas Gerais.
A declaração representa uma posição política do PT e se insere no ambiente de disputa eleitoral que começa a ganhar intensidade no estado. A relação entre os governos federal e estadual deverá, inclusive, ocupar espaço importante no debate sobre a sucessão de Zema.
Ao defender a atuação do governo Lula em Minas, Gleide também procurou reforçar a ideia de que a presença do presidente no estado não será apenas pontual. Para ela, a relação construída com os mineiros e a importância eleitoral do estado justificam uma agenda mais intensa durante a campanha.
Minas ganha importância na disputa de 2026
A movimentação anunciada por Gleide Andrade reforça a importância de Minas Gerais na estratégia eleitoral do PT para 2026. O estado possui uma das maiores concentrações de eleitores do país e, historicamente, exerce influência relevante nas disputas presidenciais.
Por isso, a presença de Lula em diferentes regiões mineiras poderá representar uma tentativa de ampliar o diálogo com segmentos específicos e, ao mesmo tempo, reforçar a atuação do partido na disputa estadual.
A expectativa é que novas agendas sejam divulgadas nas próximas semanas, incluindo o encontro com mulheres mencionado por Gleide. Além disso, a presença do presidente em eventos políticos deverá acompanhar o calendário de campanha e as estratégias definidas pela direção nacional e pelos aliados em Minas.
Dessa forma, enquanto os partidos organizam suas candidaturas e alianças para a eleição estadual, o PT sinaliza que pretende colocar Minas Gerais no centro de sua estratégia eleitoral. A avaliação de Gleide Andrade é de que o estado será palco de uma presença frequente de Lula e de uma disputa política marcada pela tentativa de reorganização dos diferentes campos eleitorais.






