Remessas de linhas chilenas que seriam enviadas para Divinópolis e outras cidades de Minas Gerais foram interceptadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Dois homens, de 18 e 22 anos, foram presos nesta quinta-feira (23), em Caeté, na Região Central do estado, suspeitos de fabricar e comercializar o material pela internet.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após o setor de inteligência identificar um perfil no Instagram utilizado pelo suspeito de 22 anos para anunciar e vender as linhas chilenas. Durante a apuração, os policiais reuniram imagens, vídeos e outras provas que comprovariam a fabricação e a comercialização dos produtos.
As investigações permitiram localizar encomendas destinadas às cidades de Divinópolis, Papagaios, Passos e Belo Horizonte.
Os pacotes foram interceptados na central dos Correios, no bairro Liberdade, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, antes que fossem encaminhados aos destinatários.
Suspeitos foram presos a caminho dos Correios
Na manhã desta quinta-feira, equipes da Delegacia de Polícia Civil de Caeté realizaram monitoramento nas proximidades da residência do principal investigado.
Quando ele saiu de casa acompanhado do irmão para postar novas encomendas via Sedex, os dois foram abordados e presos em flagrante. As remessas que seriam enviadas também foram apreendidas.
Laboratório funcionava dentro da residência
Durante as buscas no imóvel, os policiais encontraram um laboratório utilizado para fabricar as linhas chilenas.
No local foram apreendidos diversos materiais empregados na produção, um cofre contendo cerca de R$ 8 mil em dinheiro, um notebook, aparelhos celulares e aproximadamente 10 quilos de moedas.
A perícia da Polícia Civil realizou os levantamentos no imóvel, que irão subsidiar o andamento das investigações.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que continua apurando o alcance da comercialização das linhas chilenas e busca identificar possíveis outros envolvidos no esquema.
O que é a linha chilena e por que ela representa um risco?
A linha chilena é um tipo de linha cortante utilizada principalmente para empinar pipas. Diferentemente do cerol tradicional, ela é fabricada com fios mais resistentes e recebe uma camada de pó metálico ou abrasivo, o que aumenta significativamente seu poder de corte.
Por causa da alta capacidade de provocar ferimentos, a linha chilena é proibida em Minas Gerais. O material representa um grave risco para motociclistas, ciclistas e pedestres, podendo causar lesões graves e até mortes. Também oferece perigo para animais e pode danificar a rede elétrica.
A comercialização, fabricação, distribuição e o uso desse tipo de linha são proibidos no estado, e operações policiais são realizadas com frequência para combater a produção e a venda clandestina do material, especialmente pela internet.






