A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou hoje (12) a Operação Fides Fracta, que investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 1,2 milhão de uma associação esportiva e social com sede em Montes Claros, no Norte de Minas. Durante a operação, foram apreendidos veículos, dinheiro, comprovantes de transações bancárias, aparelhos eletrônicos e diversos materiais considerados importantes para o avanço das investigações.
Investigação aponta desvios sucessivos de recursos
De acordo com as apurações conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil em Montes Claros, a principal investigada é uma funcionária da entidade, de 36 anos.
Segundo os levantamentos realizados pela polícia, ela teria efetuado sucessivos desvios financeiros entre os anos de 2024, 2025 e início de 2026.
As investigações apontam que os valores desviados podem chegar a aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Com base nos indícios reunidos até o momento, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores até o limite do montante supostamente desviado.
Mandados foram cumpridos em Minas e São Paulo
Ao todo, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades mineiras de:
Montes Claros;
São Francisco;
Almenara.
Além disso, houve cumprimento de mandado em Taubaté, com apoio da Polícia Civil paulista.
Veículos, documentos e eletrônicos foram apreendidos
Durante os trabalhos realizados em Montes Claros, os policiais apreenderam um veículo, além de documentos e dispositivos eletrônicos.
Já em Almenara, em imóveis ligados a familiares da investigada, foram recolhidos outros dois automóveis e aparelhos eletrônicos considerados relevantes para a investigação.
No município de São Francisco, a operação resultou na apreensão de uma motocicleta e outros materiais de interesse investigativo.
Polícia destaca importância do bloqueio de bens
Segundo o delegado Cézar Salgueiro, a operação representa uma resposta importante no combate aos crimes patrimoniais.
“Trata-se de uma investigação minuciosa, que identificou indícios consistentes de desvios reiterados de recursos. O bloqueio de bens e valores é fundamental para garantir o ressarcimento à entidade e resguardar o patrimônio social”, afirmou o delegado.
Nome da operação faz referência à “confiança quebrada”
Ainda conforme a Polícia Civil, o nome da operação Fides Fracta é uma expressão em latim que significa “confiança quebrada”.
Segundo os investigadores, o nome faz referência à suposta violação da confiança institucional dentro da entidade alvo da investigação.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento.
Agora, os documentos, comprovantes bancários e dispositivos eletrônicos apreendidos passarão por análise detalhada para reforçar os elementos já reunidos no inquérito.
Os investigadores também apuram a possível participação de terceiros e novas movimentações financeiras ligadas ao suposto esquema de desvio milionário.
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