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A ausência do prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) depois de muito criticada por várias pessoas, foi justificada pelo presidente da mesa, Antônio Faraco, dizendo que o seu não comparecimento do prefeito foi em consequência do falecimento de uma pessoa muito próxima da família dele em Oliveira. Fato este confirmado pelo Divinews através de contatos telefônicos com a funerária Santa Cruz, daquele município e com o filho do Toninho da Livraria, era assim que Antonio de Oliveira Castro era conhecido.
Toninho, segundo informações de Luis Dutra, foi enterrado as 10 horas em Oliveira, portanto, se Vladimir, como prefeito de Divinópolis e dada à sua responsabilidade em todo processo, se quisesse comparecer à Audiência Pública, poderia tê-lo feito.
Por medida de precaução a policia militar, estava posicionada com duas viaturas e oito homens na entrada do prédio da Fiemg. Outras duas viaturas do Settrans, não se sabe porque motivo, já que não havia nenhum problema de transito no local, também estavam posicionadas, com pelo menos uns cinco agentes.
Logo na entrada várias faixas todas padronizadas, brancas, de vários bairros, agradeciam ao prefeito por sua decisão em entregar o esgoto para a Copasa. Pelo menos no caso da faixa do bairro Porto Velho, comprovou-se depois que a faixa não havia sido autorizada pela associação dos moradores e um mal estar se estabeleceu.
Outro principio de confusão foi quando dois cidadãos foram barrados na entrada do auditório, que já estava superlotado, mas eles se recusaram a ir para uma das quatro salas montadas, com uma TV de 29 polegadas e 45 lugares em cada uma. Logo foi dada uma ordem para que os deixassem entrar e cessasse o controle de público no auditório. Das quatro salas, apenas uma era esporadicamente utilizada para algumas conversas e cochichos políticos.
A maior parte do público presente era de funcionários da prefeitura, acentuadamente os de cargos por indicação política. Fato este notado e verbalizado pela oposição.
Na primeira fase da reunião, a abertura foi feita pelo presidente da mesa e também secretário de governo, Antônio Faraco. Logo após a execução do hino nacional um técnico da empresa Sanag Engenharia fez uma apresentação com recursos visuais sobre todo o processo do tratamento do esgoto.
Na segunda fase, acontece a “Audiência Pública” propriamente dita, com a participação de várias pessoas inscritas para fazerem perguntas, observações e reclamações. Uns com “falas” abertamente governistas, elogiando a decisão do prefeito, enquanto outras também abertamente oposicionistas questionaram a mudança de opinião de Vladimir, que, quando vereador era radicalmente contra, além da sua ausência da Audiência. Uns acharam que pelo menos o vice-prefeito, Francisco Martins, deveria estar presente.
Um dos participantes que usou da palavra, afirmou que a ausência de Vladimir e Francisco Martins comprova a falta de compromisso dos dois com os problemas sérios do município.
Quase todos os vereadores estiveram presentes, exceto Adair Otaviano (PMDB), Antônio Paduano (DEM) e Milton Donizete (PRTB). O vereador Hilton Aguiar (PMDB) esteve, mas não esperou o inicio da “Audiência”, alegando que não faria parte daquela “palhaçada”, porque só tinha membro do governo e logo se retirou.
O maior embate não fazia parte do roteiro objeto da reunião, foi quando o vereador Edson Sousa (sem partido)l, acusou o secretário de Governo, Antônio Faraco de ter mentido (leia matéria a respeito). Na sequencia Faraco, tentando ser controlado, entra no “jogo” do vereador e lhe responde, e posteriormente, sob pressão concede um tempo para o vereador fazer a réplica, como se os dois estivessem fazendo parte de um parlamento e não em uma audiência pública.
Outro erro cometido pelo presidente da mesa, Antonio Faraco, foi conceder um tempo para a secretária de educação, Valéria Morato (PC do B), que ao ser citada pela presidente do PV, também pediu um tempo de direito de resposta já que seu nome foi citado, e ela sequer tinha feito inscrição para falar. Faraco lhe deu também um minuto para ela se defender.
Algumas vezes Faraco teve que solicitar silêncio da plateia, que tentavam ensaiar palavras de ordem. Os mais fervorosos, mas nem tanto, era Jorge Torquato, Arthur (dentista), Gisele, Maria Candida, Iris Moreira e Edson.
O vereador Anderson Saleme (PR) de forma contundente, afirmou que as respostas não estavam sendo dadas de forma clara, e continuou mantendo sua postura de ser a favor da municipalização do esgoto.
A reunião não mudou nenhuma posição, quem era contra a entrega do esgoto para a Copasa continuou a ser e quem era a favor da municipalização também continuou com a mesma posição.
As diferenças entre a proposta do passado, do governo Demetrius, e a proposta do governo Vladimir não foi mostrada de forma clara e convincente. Do jeito que o assunto está sendo conduzido, pode ter mil reuniões e não haverá qualquer tipo de acordo, uma parte não convencerá a outra.
Um dos maiores problemas é que o vereador Vladimir Azevedo, foi tão competente e convincente em 2007 e como prefeito sua atuação não se repete.
A opinião é que ele (Vladimir) não terá outra saída, até por que, depois da assinatura do TAC que ele tão feliz assinou com o Ministério Público, obrigatoriamente vai ter resolver o tratamento do esgoto e salvar o rio Itapecerica, só não se sabe se conseguirá salvar sua reeleição em 2012, pelas dúbias palavras proferidas, em 2007 e agora (2011).
Em tempo: Todos os deputados não compareceram, suas agendas estavam lotadas de compromisso neste dia. Pois é!
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