Filho do síndico é acusado de destruir provas e obstruir investigação no caso do assassinato da corretora Daiane em Caldas Novas

Publicado por: Cassia Misael

A investigação sobre o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas (GO), ganhou um novo e grave desdobramento nesta quarta-feira (28). A Polícia Civil de Goiás acusa Maicon Douglas Souza Oliveira, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, de atuar diretamente na obstrução da Justiça e destruição de evidências, com a intenção de atrapalhar o curso das apurações.

A informação foi divulgada após a prisão de ambos  pai e filho  no mesmo dia em que o corpo de Daiane foi finalmente encontrado em uma área de mata do município, após 43 dias desaparecida.

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 Compra de novo celular para ocultar provas

Segundo a Polícia Civil, Maicon teria adquirido um novo aparelho celular logo após o desaparecimento de Daiane, com o objetivo de auxiliar o pai na coordenação de provas e no descarte de informações que pudessem ligá-los ao crime.

De acordo com os investigadores, o dispositivo teria sido usado para coordenar a exclusão de mensagens, apagar registros digitais e dificultar o rastreamento de comunicações entre os envolvidos. A polícia também apura se o aparelho foi utilizado para orientar atividades como limpeza de locais, eliminação de dados e combinação de versões entre pai e filho.

Além desse celular recém-adquirido, outros dispositivos eletrônicos e documentos foram apreendidos durante a operação, para análise pericial. Os peritos analisam armazenamentos, históricos de comunicação, localizações e possíveis tentativas de exclusão de arquivos, que podem ser decisivos ao inquérito.

 Localização do corpo e desdobramentos da investigação

As equipes da Polícia Civil encontraram o corpo de Daiane Alves de Souza na madrugada de quarta (28) em uma região de mata distante cerca de 15 a 20 km da área onde ela foi vista pela última vez, no bairro Termal, em Caldas Novas.

De acordo com relatos oficiais, o síndico Cléber Rosa de Oliveira chegou a confessar o homicídio e indicou o local onde havia deixado o corpo da vítima, que estava em avançado estado de decomposição.

 Prisões e conduções coercitivas

Na mesma ação que localizou o corpo, a polícia prendeu Cléber Rosa e seu filho Maykon Douglas de Oliveira. Um porteiro do condomínio também foi conduzido coercitivamente à delegacia para prestar esclarecimentos, mas não teve o nome divulgado.

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A investigação segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a participação de cada um na morte da corretora e na tentativa de obstrução da Justiça.

 Histórico do caso

Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro de 2025, quando entrou no elevador do prédio em que morava para descer ao subsolo — segundo relatos, para verificar uma queda de energia em um dos apartamentos — e desapareceu em seguida.

Durante a investigação inicial, a Polícia Civil determinou que a ausência de imagens claras após o último registro no elevador foi um dos fatores que reforçaram a suspeita de que o crime havia ocorrido dentro do próprio condomínio, possivelmente no subsolo.

Em janeiro de 2026, o Ministério Público de Goiás havia denunciado o síndico por perseguição (stalking) contra Daiane, com base em condutas repetidas de ameaça à integridade física e psicológica da vítima.

 Inquérito continua

Enquanto a perícia técnica continua analisando os aparelhos apreendidos e os dados coletados, a Polícia Civil reforça que novas diligências não estão descartadas. O objetivo é mapear integralmente a dinâmica do homicídio e as possíveis ações de tentativa de ocultação ou destruição de provas cometidas por Maicon e outros envolvidos.

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