Comércio reclama de food trucks fixos que tornam vagas rotativas em estacionamento privado na Praça do Santuário, em Divinópolis

Ocupação permanente de vagas públicas por trailers de alimentação pressiona comércio formal e expõe falha na fiscalização

Publicado por: Geraldo Passos

Há alguns dias a reportagem do Divinews  foi procurada por comerciantes do entorno da Praça do Santuário, em Divinópolis, além de motoristas que trafegam pela Rua 21 de Abril em busca de vagas. As reclamações convergem para o mesmo ponto, a ocupação permanente de vagas que deveriam ser rotativas públicas, no entando são ocupadas por trailers de alimentação, os famosos food trucks. 

O que antes eram pequenos carrinhos e barracas desmontáveis, que cumpriam até um papel social ao oferecer alimentos a baixo custo e eram retirados ao fim do expediente, hoje se transformou em grandes fast trucks. Estruturas robustas, com alto faturamento, que permanecem estacionadas no local durante todo o dia e a noite.

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A mudança de perfil trouxe também um novo problema. Diferente do que ocorria no passado, os veículos não são mais retirados após o encerramento das atividades. Eles permanecem estacionados, ocupando vagas que deveriam ser rotativas e disponíveis para consumidores do comércio formal da região.

Em vistoria realizada pela reportagem, foi constatado que, em apenas um dos dias de observação, 14 vagas de estacionamento estavam ocupadas por trailers, sendo que alguns deles utilizavam duas ou até três vagas simultaneamente, reduzindo drasticamente a oferta de estacionamento na área.

Comerciantes afirmam que a situação tem impacto direto nas vendas. Segundo eles, clientes desistem de parar no entorno por não encontrarem vagas disponíveis, enquanto os fast trucks permanecem ocupando o espaço público durante todo o dia, sem rotatividade.

Outro ponto de insatisfação diz respeito à desigualdade na cobrança. Lojistas relatam que arcam com impostos elevados, aluguéis, taxas e encargos fixos, enquanto os trailers pagariam apenas taxas municipais específicas, sem a mesma carga tributária, apesar do volume de faturamento.

Ainda de acordo com os comerciantes, reclamações já foram feitas junto à Secretaria Municipal de Trânsito, mas até o momento nenhuma providência efetiva foi adotada. A percepção é de omissão do poder público diante de uma ocupação que cresce sem critérios claros.

Motoristas também relatam dificuldade para estacionar na Rua 21 de Abril, especialmente em horários de maior movimento, reforçando a sensação de que o espaço público deixou de atender ao interesse coletivo.

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Os comerciantes pedem fiscalização, definição de regras claras, limitação de vagas ocupadas e, principalmente, o cumprimento do princípio da rotatividade, para que o uso do espaço público não prejudique quem mantém comércio formal e gera empregos na região.

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  1. Alexandre disse:

    Porta de padaria e restaurantes tb estão usando o espaço de estacionamento com “deck”

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