CPMI do INSS convoca esposa, filho e sócios do “Careca” para depor após cancelamento de sessão

Esposa, filho e dois sócios do empresário vão prestar esclarecimentos; comissão tenta avançar nas investigações do esquema bilionário de fraudes no INSS

Publicado por: Cassia Misael

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS viveu um dia movimentado em Brasília nesta segunda-feira (15). O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, não compareceu para depor e frustrou a sessão marcada para a tarde. Preso pela Polícia Federal, ele enviou comunicado por seus advogados informando que permaneceria em silêncio, amparado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou o cancelamento da reunião e lamentou a ausência. “Perdemos a oportunidade de ouvir um dos principais investigados no escândalo que desviou recursos dos aposentados”, disse o parlamentar. Ele garantiu, no entanto, que o colegiado seguirá avançando.

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Sessão extraordinária e convocação de novos depoentes

Para não atrasar as investigações, os parlamentares marcaram uma sessão extraordinária para esta terça-feira (16), às 14h, com o objetivo de votar seis requerimentos de convocação. Entre os nomes confirmados para prestar depoimento estão:

  • Tânia Carvalho dos Santos, esposa do “Careca do INSS”;

  • Romeu Carvalho Antunes, filho do empresário;

  • Rubens Oliveira Costa, sócio de Antônio Carlos;

  • Milton Salvador de Almeida Júnior, também sócio do investigado;

  • Cecília Montalvão Simões, esposa de Maurício Camisotti, outro investigado;

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  • Nelson Williams, advogado alvo da operação da PF.

Segundo Carlos Viana, já existe acordo entre os membros da CPMI para aprovar a convocação dos familiares. “Queremos ouvir todos os que possam contribuir para desvendar a dimensão desse esquema e devolver aos aposentados o dinheiro que lhes foi tirado”, afirmou o senador.

Fraude bilionária em foco

O escândalo investigado pela CPMI envolve um esquema que movimentou cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O grupo é acusado de realizar descontos ilegais em aposentadorias e pensões, desviando recursos para empresas de fachada e contas de terceiros.

A expectativa é de que os depoimentos dos parentes e sócios do “Careca do INSS” revelem detalhes sobre a participação de cada um no esquema e ajudem a identificar outros beneficiários.

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