PF indicia “Careca”, ex-presidente e outros 46 em inquérito sobre fraudes no INSS

Relatório enviado ao STF aponta suspeitas de corrupção e descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Prejuízo estimado chega a R$ 6,3 bilhões.

Publicado por: Victor de Castro

A Polícia Federal concluiu uma das etapas da investigação sobre descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciou 48 pessoas suspeitas de participação no esquema. O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios, André Fidelis, e o empresário Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

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Os investigados poderão responder por crimes como corrupção e outras irregularidades relacionadas aos descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões.

Esquema pode ter causado prejuízo bilionário

A investigação é resultado de uma operação deflagrada em abril do ano passado para apurar um esquema que, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), pode ter provocado prejuízo de aproximadamente R$ 6,3 bilhões.

Parte dos investigados está presa desde 17 de dezembro do ano passado. De acordo com a PF, a prioridade foi concluir o relatório referente a esse grupo antes do avanço das demais fases da apuração.

Como funcionava a fraude

Segundo as investigações, aposentados e pensionistas tinham valores descontados mensalmente de seus benefícios como se fossem associados a entidades representativas da categoria.

No entanto, a Polícia Federal afirma que muitos beneficiários jamais autorizaram a filiação nem assinaram documentos permitindo os descontos.

As cobranças eram realizadas diretamente na folha de pagamento dos benefícios do INSS em nome dessas associações.

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Investigação começou após auditoria da CGU

As apurações tiveram início em 2023, quando a Controladoria-Geral da União identificou indícios de irregularidades durante procedimentos de fiscalização.

Diante das suspeitas de crimes, o caso foi encaminhado à Polícia Federal em 2024, que passou a conduzir a investigação criminal.

Segundo os órgãos de controle, o esquema pode ter atingido milhares de aposentados e pensionistas em todo o país. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão das fraudes.

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