A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir os depoimentos de dois investigados presos na última sexta-feira (12) durante a operação Sem Desconto da Polícia Federal. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), assinou o ofício e o entregou ao ministro André Mendonça.
Os parlamentares querem ouvir Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, na segunda-feira (15/9), às 16h, e o empresário Maurício Camisotti na quinta-feira (18/9), às 9h. As convocações ocorreram antes das prisões, com comunicação direta aos advogados.
Carlos Viana explicou no pedido que a comissão não pode adiar as oitivas sem comprometer o cronograma de investigações. Ele ressaltou que os deputados e senadores se prepararam para os questionamentos e que o prazo da CPMI é limitado.
Se o STF autorizar, a Polícia Legislativa do Senado escoltará os dois até o Congresso e os levará de volta à prisão depois das sessões.
A operação Sem Desconto investiga fraudes que desviaram R$ 53,9 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. A Polícia Federal aponta o Careca do INSS como líder do esquema e Maurício Camisotti como sócio de empresas que lucraram com os descontos ilegais.






