O pronunciamento do Diretor foi embasado em três aspectos, sendo eles: leitos prometidos e não emitidos ao SUS – Sistema Único de Saúde, Hospital Público e falta de atendimento no Pronto Socorro Municipal.
Segundo ele, em 2008 o Hospital São João de Deus recebeu verba do poder público e para isso, se comprometeu em oferecer mais de 60 leitos ao SUS, os quais representam, em média, 300 internações mensais. A data prevista para a chegada dos leitos ao Pronto Socorro, em tese, seria em abril de 2009. Não se sabe ao certo porque essa situação não se resolve, uma vez que o HSJD sempre recebeu apoio da população divinopolitana. A Secretaria de Saúde, apesar de saber do problema, não tem agido sobre essa questão.
Partindo, então, para o segundo aspecto a ser tratado, Alberto Gigante falou sobre o Hospital Público. Seu questionamento, desta vez, foi o prazo de entrega da instituição de saúde. De acordo com sua fala, em março de 2009 foi liberada a verba pública para a construção do hospital. Nesse mesmo momento o valor foi orçado e o tempo de entrega estipulado, o qual foi previsto para março de 2011. Todavia, já no mês de setembro daquele ano, as obras não haviam sido iniciadas. O resultado já era de se esperar: atualmente, faltando 4 meses para o prazo se esgotar, não é possível ver muita evolução na obra.
Outra questão abordada pelo médico, ainda acerca do Hospital Público, foi a falta de legislação destinada à futura diretoria do hospital. A Secretaria de Saúde prevê que o HP seja dirigido por uma fundação. Para isso, porém, são necessárias leis específicas, criação de contrato e, acima de tudo, fiscalização. Sendo assim, Dr. Gigante, propõe que o presidente da câmara dos vereadores solicite ao líder do executivo a promoção de uma reunião esclarecedora sobre esses assuntos.
Por fim, o último aspecto abordado trata-se da falta de profissionais no Pronto Socorro. O diretor do PS afirmou que em determinados dias da semana, ao quais já foram especificados anteriormente ao Vereador Geraldinho da Saúde, há escassez de plantonistas, deixando algumas áreas sem atendimento. Diante disso, os médicos que lá trabalham receberam um comunicado, da Diretoria de Serviço, suspendendo, de forma unilateral, as férias dos mesmos.
Tendo todas essas informações em vista, é notável o caos na saúde de Divinópolis. Será que esses problemas serão resolvidos? Quantas pessoas ainda precisam morrer para tudo isso se solucionar?
A responsabilidade pelo caos na saúde é dividida entre os governos federal, estadual e municipal. Pela população de Divinópolis e região, a decisão da construção há muito tempo já deveria ter sido tomada. A previsão de entrega das obras será somente no final de 2011, inicio de 2012. Contudo, o Divinews em contato com alguns trabalhadores do canteiro de obras, ouviu deles, dada às suas experiências, o hospital só ficará totalmente pronto ao término de 2012, isto se não houver nenhuma paralisação por qualquer motivo. Finalizaram, “mas como 2012 tem eleições, é possível que inaugurem parte, o que estiver pronto”.






