Foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais, nesta quarta-feira (6), a identidade da mulher presa em Portugal por suspeita de envenenar os próprios filhos: trata-se de uma mineira do Vale do Aço. Ao longo de mais de uma década, cinco crianças teriam sido mortas com o uso de sedativos, aplicados de forma silenciosa.
Mais informações sobre o caso serão repassadas durante uma coletiva de imprensa, que será realizada nesta quinta-feira (8), em Ipatinga, pela corporação.
De acordo com fontes da Rádio Itatiaia, não foram utilizadas substâncias tóxicas clássicas, como o chumbinho, mas sim medicamentos sedativos. Por esse motivo, os assassinatos teriam sido dificultosamente identificados, uma vez que as mortes foram inicialmente associadas a causas naturais.
Conforme o jornal português Correio da Manhã, as doses dos medicamentos eram aplicadas principalmente durante a noite, período em que os sintomas se agravavam. Como as crianças não eram levadas para atendimento médico, os quadros evoluíam para óbito. Ainda segundo o veículo, as mortes ocorreram de forma espaçada: duas em 2010, duas em 2019 e a última em 2023.
A suspeita passou a ser investigada pelas autoridades brasileiras após a mãe dela procurar a polícia e relatar comportamentos considerados anormais. A partir disso, uma nova linha de apuração foi aberta.
Após ser apontada como suspeita, a mulher fugiu do Brasil e teve seu paradeiro descoberto em Portugal. Desde maio, ela vivia na cidade de Coimbra, onde levava uma vida discreta ao lado de um companheiro brasileiro que atua na construção civil.
No momento da prisão, teria sido registrada resistência, mas a captura foi realizada por agentes da Unidade de Informação Criminal da Polícia Judiciária de Portugal. A brasileira deverá ser extraditada para o Brasil nos próximos 40 dias e, assim que retornar ao país, será conduzida para Minas Gerais, onde responderá pelas mortes.






