O que era para ser uma nova vida, cheia de esperança e planos para o futuro, terminou em luto e desespero, quando um jovem de apenas 22 anos, morador de Estrela do Indaia, em Minas Gerais, morreu subitamente na última sexta-feira (21) na cidade de Bruxelas, na Bélgica, onde havia se mudado há cerca de um ano com sua companheira, em busca de dar à sua família uma vida melhor.
A tragédia pegou todos de surpresa. O jovem, que trabalhava na construção civil, passou mal e morreu de forma súbita enquanto estava a caminho do trabalho. Sua companheira, que está grávida de 37 semanas, havia se deslocado dias antes para a Espanha, onde seria acolhida por uma pastora brasileira para ter o bebê com mais segurança, uma vez que o casal ainda não possuía documentação regular na Bélgica.
A volta para Bruxelas não foi para um reencontro, mas para reconhecer o corpo do marido
“Ela voltou para fazer o reconhecimento. Está sozinha, sem familiares, vivendo de favor. O apartamento foi entregue, as coisas vendidas. E agora estamos sem chão, tentando juntar forças e recursos para trazer o corpo dele de volta ao Brasil. A dor é imensa”, relata, com a voz embargada, uma tia da jovem.
Um amor construído sobre o esforço
O casal saiu de Minas Gerais com um sonho simples: trabalhar muito, juntar dinheiro e, no ano seguinte, retornar ao Brasil para construir uma vida melhor. Ele atuava como pedreiro. Ela, que havia trabalhado em supermercado, engravidou já no exterior. Ambos enfrentavam as dificuldades típicas da imigração irregular: trabalho exaustivo, burocracias, medo da deportação e o peso da solidão.
Mesmo assim, seguiam firmes, alimentando o desejo de voltar para casa com a filha nos braços e a certeza de uma vida reconstruída. Mas a morte inesperada interrompeu tudo.
O drama de quem ficou e de quem está só
Agora, a família tenta lidar com duas dores brutais ao mesmo tempo: o luto e a angústia da impotência. Sem recursos, enfrentando burocracias consulares e protocolos europeus, o risco é real: se não houver o translado, o jovem poderá ser enterrado como indigente em solo estrangeiro.
A esposa, uma jovem grávida, emocionalmente abalada, sem estrutura e distante da família enfrenta a solidão em um país estranho, sem saber sequer se poderá retornar ao Brasil antes do parto, previsto para o dia 15 do próximo mês.
“Nosso medo é que ela precise ter essa criança sozinha, longe de tudo e todos. E ainda sem saber o que será feito com o corpo do companheiro. A nossa dor é dupla: pela perda dele e pelo desamparo dela.”
Como ajudar?
A família está organizando uma campanha de arrecadação financeira para viabilizar o translado do corpo ao Brasil, que pode custar cerca de £ 7 mil libra, equivalente a R$ 53 mil reais, além das despesas de acomodação, apoio psicológico e assistência médica à jovem grávida. A prioridade é garantir que o rapaz tenha um velório digno em sua terra natal e que sua filha, ao nascer, tenha onde e com quem ficar.
Nenhum pai, nenhuma mãe, nenhum filho merece ser deixado em silêncio, longe de casa, sem um último abraço.
Quem desejar ajudar, pode entrar em contato diretamente com a família ou com os organizadores da campanha via redes sociais, grupos locais e canais de arrecadação que estão sendo divulgados.
Para praticar ação humanitária
BRASIL – Pix ( 06647441689 ) – Rafael Antônio Ilson Ribeiro – Pai de Matheus
BELGICA – IBAN: BE28 003 3395 3690 ( De Oliveira Lorentino )







