O brasileiro Rômulo Cerasuolo, de 34 anos, natural de Itápolis, interior de São Paulo, morreu de forma trágica após ser atropelado por um caminhão na última sexta-feira (11), enquanto caminhava para o trabalho na Leinster House, sede do parlamento irlandês.
O acidente aconteceu por volta das 8h30, na Ballyboden Way, uma das vias centrais de Dublin. O motorista do caminhão prestou socorro imediatamente, mas Rômulo faleceu no local. A Garda, polícia nacional irlandesa, conduziu perícia e recolheu imagens das câmeras, inclusive do painel do caminhão.
Rômulo havia imigrado em busca de melhores condições de vida. Trabalhava no setor de limpeza e era conhecido por sua simpatia e simplicidade. Agora, a família no Brasil enfrenta não só a dor da perda, mas também o desespero financeiro para repatriar o corpo.
Lei Juliana Marins ainda não em vigor
A família acionou o Ministério das Relações Exteriores e solicitou ajuda com base na recém-aprovada Lei Juliana Marins, que prevê que o governo possa custear o traslado de brasileiros em situação de vulnerabilidade que morrem no exterior. No entanto, foi informada de que a lei ainda não entrou em vigor.
Diante disso, parentes e amigos iniciaram uma vaquinha online para arrecadar os fundos necessários. “Rômulo era um sonhador, trabalhador, filho único e muito querido por todos. Nosso objetivo é dar a ele um sepultamento digno, em sua terra natal”, afirmou sua prima, Mara Girassol, nas redes sociais.
Sobre a Lei Juliana Marins
O projeto aprovado na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, no mesmo dia da morte de Rômulo, autoriza a União a arcar com custos de translado, desde que o brasileiro não possua recursos nem seguro para cobrir as despesas. Porém, a legislação ainda depende de regulamentação para ser aplicada.
Enquanto isso, a família segue contando com a solidariedade da população, enquanto cobra do governo mais celeridade na implementação da lei e mais humanidade no tratamento aos brasileiros no exterior.






