Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a deputada estadual Lohanna (PV) fez duras críticas à forma como o Governo tem conduzido as discussões sobre a possível federalização da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Segundo a parlamentar, a comunidade acadêmica foi completamente pega de surpresa, sem acesso prévio ao texto do projeto e sem tempo para avaliar os impactos da proposta.
Lohanna afirmou que seu gabinete tem sido procurado insistentemente por professores, alunos e servidores da UEMG, buscando esclarecimentos sobre o projeto. “Desde ontem, meu telefone está congestionado. São professores, alunos, servidores, me perguntando se sou a favor, contra, como é o texto, qual a posição”, relatou. “A categoria não teve condição de saber como isso vai mudar a vida deles.”
Federalização sem garantias preocupa docentes e estudantes
A deputada destacou os diferentes cenários possíveis caso o Ministério da Educação (MEC) aceite a proposta do governo mineiro: desde a incorporação integral da UEMG, com equiparação às carreiras federais — considerada por ela a melhor hipótese — até cenários de “Frankenstein”, como chamou, em que o MEC aceite a federalização sem incorporar os servidores ou, ainda, opte apenas pela incorporação dos prédios e não da gestão.
“Se o MEC disser que quer os prédios, mas não quer a gestão, isso vai gerar uma reação absurda aqui dentro. Não deram tempo para a universidade pensar sobre essas possibilidades”, alertou.
Contraste entre avanço e retrocesso
Lohanna ainda destacou a contradição entre a entrega recente do restaurante universitário — que representa um avanço na política de permanência estudantil — e a falta de diálogo sobre uma mudança estrutural tão relevante quanto a federalização. Para ela, decisões que impactam diretamente a vida da comunidade universitária não podem ser tomadas sem escuta e construção coletiva.
“Estamos aqui para fazer política, e política é construir vida melhor para os outros. Mas isso só é possível com atenção aos fatos, à realidade, e disposição de construir em conjunto”, declarou.
A deputada concluiu seu discurso reafirmando seu compromisso com a universidade pública mineira e com a transparência nas decisões que afetam milhares de estudantes e profissionais da educação.
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A UEMG é um patrimônio do povo mineiro! Precisa ser preservada.