O cardeal norte-americano Robert Francis Prevost, recém-eleito como papa Leão XIV, já teve passagem pelo Brasil e, em 2012, esteve em Belo Horizonte (MG), onde marcou profundamente quem teve contato com ele. Um dos que o conheceu de perto foi o professor mineiro de filosofia, Sandson Rotterdan, que compartilhou suas impressões sobre o novo pontífice.
Durante sua visita à capital mineira, Prevost ainda atuava como prior geral da Ordem de Santo Agostinho e participava de um encontro internacional da congregação. Foi nesse contexto que o professor teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. “Ele era um padre próximo das pessoas, muito simples, sem qualquer postura de estrelismo. Um homem do diálogo, acessível”, afirmou Rotterdan em entrevista à Rádio Itatiaia.
O contato entre os dois não se limitou a Minas Gerais. O filósofo também reencontrou Prevost em outras ocasiões: uma vez em São Paulo e outra em Madri, na Espanha. Para ele, o novo líder da Igreja Católica representa a continuidade do estilo pastoral introduzido por Francisco. “Ele vem, como o papa Francisco, das periferias do mundo. E isso se reflete na forma como se relaciona com as pessoas”, disse.
Rotterdan destacou que o primeiro discurso de Leão XIV já deixou claro o vínculo com seu antecessor e com a tradição agostiniana. “Ele é, sem dúvida, um filho de Santo Agostinho. O fato de ter iniciado seu pontificado citando um sermão do santo já sinaliza essa identidade espiritual. Isso mostra uma continuidade, quase como se Francisco estivesse passando o bastão”, analisou.
A principal distinção que o professor percebe entre Francisco e Leão XIV está no temperamento. “Ele é um homem mais introspectivo, mais tímido, mas nem por isso menos presente. É alguém com bagagem internacional sólida, pois lidou com comunidades agostinianas espalhadas por todo o mundo”, apontou.
Além da experiência pastoral global, Prevost também acumula vasta formação acadêmica. É graduado em matemática, filosofia e teologia, e possui doutorado em direito canônico. “É um intelectual que conhece bem a Igreja e o mundo. Um papa preparado, mas sobretudo um homem sensível e aberto ao outro”, concluiu Rotterdan.
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Com informações da Itatiaia






