Durante reunião realizada na última quarta-feira (26), com representantes do portal Divinews, o Secretario de Estado de Comunicação (SECOM), Bernardo Santos, tendo ao seu lado a superintendente de Publicidade, Liliane Lima, fez declarações importantes sobre os critérios de distribuição de campanhas publicitárias do Governo de Minas. Com profissionalismo, a fala do secretário rebateu a arguição apresentadas sobre a atuação do presidente do SINDIJORI (Sindicato dos Proprietários de Jornais, Revistas e Veículos de Comunicação Digital), Rodrigo Silva Rodrigues que estaria tentando se posicionar como intermediador comercial de verbas públicas junto a SECOM — o que é ilegal para sindicatos, por terem isenções tributárias.
Bernardo foi enfático ao dizer que a SECOM não reconhece o SINDIJORI como representante comercial de veículos de mídia, e que todas as decisões de contratação passam por critérios técnicos, auditáveis e com foco em resultado, sem qualquer espaço para relações pessoais ou favorecimento.
Rodrigo [do SINDIJORI] realmente nos procura, como qualquer outro. Mas ele não representa ninguém aqui. Ele tenta interferir, apresenta propostas, mas não são aceitas. Tentou nos empurrar preço médio de clique. Rejeitamos. Nosso foco é entrega real”, declarou o secretário.
Segundo ele, o sindicato pode até representar juridicamente seus filiados, mas isso não interfere em nada nas decisões da Secretaria:
“A SECOM não adota esses critérios subjetivos. Nunca deixamos de contratar um veículo por ele não estar no SINDIJORI. Isso nem entra no debate. O que vale é o alcance, a entrega técnica e a relevância para a campanha”, reforçou.
Bernardo também fez críticas a prática de projetos que na verdade são banners normais disfarçados, que serviriam apenas para justificar veiculações sem base em resultado.
“Projeto especial tem que ser especial mesmo. Não é só trocar o nome do banner. Queremos projetos que entreguem conteúdo, informem a população, façam sentido”, disse.
Reação às denúncias e defesa da transparência
O secretário reagiu às denúncias apresentadas por Geraldo Passos, diretor do Divinews, de que veículos com menor alcance estariam sendo contemplados com valores semelhantes aos de portais de maior audiência, sob influência direta do presidente do SINDIJORI. Bernardo garantiu que esse tipo de distorção não é tolerada pela SECOM e que tudo está sendo auditado tecnicamente.
“Estamos exigindo comprovação, inclusive dos veículos grandes. Quem não apresenta documentação por nós solicitada, não tem reajuste. Se sobe a tabela, aumenta o desconto. É justiça para todos”, afirmou.
Publicidade com base em dados
Bernardo ainda detalhou que a SECOM utiliza ferramentas de auditoria independentes e eletrônicas, sem interferência humana, para monitorar se os veículos realmente entregam o que foi contratado.
“Se não entrega, não paga. Simples assim. E se comete fraude, é caso de polícia”, finalizou.
Segurança institucional e compromisso com a imprensa
Em meio a um cenário caótico provocado pela atuação desastrada do presidente do SINDIJORI, Rodrigo Rodrigues, que vai de denúncias envolvendo censura institucional com exclusão de grupos de comunicação e tentativas de centralização da mídia em torno de interesses, a fala do secretário serviu como uma reafirmação do compromisso da gestão estadual com a liberdade de imprensa, transparência e governança pública da comunicação institucional.
Grifo Divinews
Diante da explanação do secretário Bernardo Assis Fonseca Santos, da Secretaria de Estado de Comunicação Social do Governo de Minas Gerais, e da superintendente de Publicidade, Liliane Bebiano Lima, registramos nosso reconhecimento pela condução pautada exclusivamente pelo profissionalismo e pelo rigor na aplicação das diretrizes estabelecidas por este governo.
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