Na manhã desta última segunda-feira (3), a Polícia Civil (PCMG) prendeu um médico de 46 anos na cidade de Itabira, acusado de crimes de estupro e importunação sexual contra seis mulheres. As vítimas, com idades entre 35 e 52 anos, eram pacientes e funcionárias do hospital onde ele atuava. A prisão ocorreu após intensas investigações que apontaram indícios contundentes contra o profissional de saúde.
Início das Investigações
As investigações começaram depois que uma paciente, que passava por tratamento oncológico, denunciou um episódio de abuso durante um atendimento. A gravidade do relato incentivou outras mulheres a procurarem as autoridades para relatar experiências semelhantes de assédio e violência sexual cometidas pelo mesmo médico. Os relatos indicam que os crimes ocorreram em diferentes momentos e em situações de vulnerabilidade das vítimas.
Medidas Judiciais e Provas Coletadas
Com base nos depoimentos e nas provas colhidas, a PCMG solicitou a suspensão do passaporte do médico, visando impedir qualquer tentativa de fuga do país. Além disso, a Justiça expediu um mandado de busca e apreensão na residência do acusado, onde foram recolhidos documentos e dispositivos eletrônicos que podem auxiliar nas investigações.
O Ministério Público também solicitou a prisão preventiva do suspeito, um pedido que foi acatado pelo Poder Judiciário devido à gravidade das acusações e ao risco de intimidação das vítimas e testemunhas. Segundo os investigadores, há indícios de que o médico pode ter cometido crimes contra outras vítimas, que ainda não se manifestaram por medo ou desconhecimento sobre o andamento do caso.
Possível Expansão da Investigação
Diante das denúncias e da repercussão do caso, a PCMG segue apurando se há outras possíveis vítimas que ainda não tenham formalizado queixa. As autoridades destacam a importância de novas denúncias para fortalecer o processo e garantir que todos os crimes sejam devidamente investigados.
As vítimas estão recebendo apoio psicológico e jurídico, com acompanhamento de profissionais especializados em violência de gênero. O hospital onde o médico trabalhava também se manifestou, informando que está colaborando com as autoridades e que reforçará medidas para prevenir casos semelhantes no futuro.
Denúncias e Contato
A Polícia Civil reforça que vítimas de crimes sexuais podem denunciar anonimamente pelo telefone 181 (Disque Denúncia) ou comparecer a uma delegacia especializada para formalizar a queixa. A colaboração da sociedade é essencial para garantir que casos como este sejam devidamente apurados e punidos conforme a lei.






