Nesta primeira edição do quadro ‘Saúde em Pauta’, que publicamos gravamos há algum tempo e estamos publicando fora da data prevista inicialmente, pelo fato de ter sido temporariamente suspensa em consequência das eleições, Guilherme Lacerda, que é presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) em Divinópolis, entrevistou o professor Guilherme Souza, formado e mestre em psicologia pela Universidade de São João Del Rei (UFSJ), que em alusão ao mês, o profissional abordou a pauta da campanha de Setembro Amarelo, de prevenção ao autoextermínio e de valorização à vida.
O especialista ainda trouxe a debate, como os veículos de comunicação e a sociedade em geral pautam a saúde mental, tanto nos campos da psicologia e psiquiatria, quanto na conduta de código da ética e moral, no que diz respeito a divulgação.
Acerca do tratamento e dar noticias dos casos de suicídio na imprensa, o professor comenta. “É um tabu que segue, das pessoas que trabalham com jornalismo. Tanto no impresso, internet, rede social e televisão, pensar que não se pode noticiar caso de suic1dio. Evidentemente, não fazemos isso de uma maneira indiscriminada. Existem regras para se noticiar um suíc1dio.
A Associação Brasileira de Psiquiatria tem um manual a respeito disso, bem com a Organização Pan-Americana de Saúde também tem.
Considero uma certa hipocrisia, porque as pessoas morrem disso, e não é algo que dá para se esconder.
A vizinhança vai colocar nos grupos de WhatsApp. Quando se morre uma celebridade, um influencer vai colocar no Instagram, as pessoas vão comentar. Dizer que não se pode falar, só aumenta o estigma e o tabu a respeito disso. Isso vem também de um lançamento de um livro de aproximadamente 1.774, chamado ‘O Sofrimento do Jovem Werther’, em uma desilusão amorosa, que termina em tragédia.”, comentou, sobre a origem que se estabeleceu.






