Em Divinópolis, a pressão está tomando formas cada vez mais evidente, especialmente sob o comando do prefeito Gleidson Azevedo, que tenta se reeleger, e sua família de políticos. A dinâmica já vista em 2020 se repete mais aperfeiçoada em 2024, com o irmão, senador Cleitinho Azevedo, mais uma vez avalizando e pedindo votos para Gleidson, com o slogan que soa familiar: “Vote no irmão do Cleitinho”. Por trás dessa campanha, há um grande poder de influência, não apenas no âmbito municipal, mas também estadual e federal, graças ao uso da máquina pública. Uma delas, mais explicitamente por meio das redes sociais, de assessores que o clã Azevedo tem à sua disposição, tanto na Assembleia Legislativa (ALMG), quanto no Senado, a maioria usando a marca da campanha de Gleidson estampada em seus perfis – Fato é que, os eleitores sinalizam que aprenderam com os “mestres”, prometem e não cumprem.
Esses assessores, de Brasília e Belo Horizonte, grande parte deles com raízes em Divinópolis, têm atuado como uma verdadeira rede de informantes políticos. Como são conectados diretamente com as comunidades e lideranças locais, monitoram de perto quem se atreve a declarar apoio à adversária do prefeito, Laiz Soares, em um verdadeiro patrulhamento político. Para os servidores públicos contrário à eles, é pressão e assédio moral. Aos empresários, é o risco de represálias em qualquer tipo de demanda ao serviço público, e esse medo ficou ainda mais latente por ocasião de um caso em que o prefeito pediu a um assessor para gravar um empresário, e que ao final foi o estopim de uma denuncia no MP envolvendo vários outros, que tiveram que depor no órgão ministerial.
Fato é que, após grande número de empresários aderirem maciçamente ao ‘Adote um Bem Público’ e serem traídos, muitos estão fingindo continuar seu apoio ao clã por questões de sobrevivência. A estratégia é clara: manter as aparências e evitar retaliações até o momento decisivo.
A pressão é tamanha que eleitores “comuns” estão optando por manter suas intenções de voto em total segredo, trancado a sete chaves. É o chamado “voto escondido” tem sido uma forma de proteção contra possíveis adversidades e perseguições. Em reuniões políticas e redes sociais, o prefeito já foi visto utilizando discursos agressivos, desrespeitando cidadãos e ignorando a liturgia do cargo, o que só agrava o clima de medo e opressão.
No entanto, a grande incógnita dessas eleições pode justamente estar no silêncio. O voto que não é declarado nas redes sociais ou nas ruas, mas que será manifestado de forma definitiva na urna, onde o eleitor estará sozinho e livre de qualquer vigilância. É esse voto silencioso, escondido, que pode virar o jogo no dia 6 de outubro e trazer surpresas para o clã Azevedo, que parece subestimar o poder da democracia quando exercida sem pressões. Laiz Soares pode não estar nas conversas declaradas, mas sua força pode se revelar no momento crucial, quando o eleitor finalmente decide.






