Críticas ao senador Cleitinho circulam nas redes sociais por seu teórico posicionamento em favor da liberdade de expressão

Chamar candidata de vagabunda é liberdade de expressão? Candidata desconfiar de uso de caixa 2 na campanha, não é!

Publicado por: Redação

Um vídeo recentemente compartilhado em grupos de WhatsApp trouxe à tona uma controvérsia envolvendo o senador mineiro Cleitinho Azevedo. O senador, conhecido por seu “firme apoio à liberdade de expressão nas redes sociais”, foi criticado devido à ação judicial movida por seu irmão, Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis e candidato à reeleição. Neste caso, ele não se pronunciou a favor dessa tal liberdade que “ele defende”.

Na última sexta-feira (23), surgiu um print de uma conversa  m que Gleidson Azevedo chamou a candidata rival, Laiz Soares, do PSD, de “vagabunda”. O insulto foi uma resposta a um vídeo publicado por Laiz, no qual ela critica a utilização de recursos empresariais para financiamento de campanha em vez do Fundo Eleitoral, criado para combater a corrupção e propiciar igualdade de condições aos candidatos menos abastados e sem acesso a recursos da iniciativa privada.

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Na segunda-feira (26), a Justiça Eleitoral decidiu que o vídeo de Laiz Soares havia prejudicado a honra de Gleidson Azevedo e determinou a remoção de parte do conteúdo. Esta decisão gerou uma nova onda de críticas, pois contraria a defesa da liberdade de expressão promovida por Cleitinho Azevedo e por outros apoiadores da causa, como Pablo Marçal, conhecido por ser um digital influencer coach.

No vídeo, Laiz rebateu as críticas de uso do Fundo Eleitoral, alegando que: “Imoral é pegar dinheiro de empresário por fora na campanha, fazendo caixa 2, sem declarar e ficar preso nesses empresários durante o governo”.

Na decisão, o juiz Juliano Abrantes Rodrigues considerou que, nesta fala específica de Laiz “houve propaganda eleitoral negativa irregular contra Gleidson Azevedo, por divulgar fato ofensivo a sua honra (…) Assim, os limites de liberdade de informação foram ultrapassados.”

A coligação pediu a remoção total do vídeo, mas o TRE julgou que apenas o trecho com a fala citada anteriormente deve ser excluído. Desta forma, a publicação pode ser repostada, mas sem a acusação de Caixa 2.

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