Adélia Prado, renomada escritora de Divinópolis -MG, foi anunciada nesta quarta-feira (26) como vencedora do Prêmio Camões 2024. Essa é a mais alta honraria da literatura em língua portuguesa. O júri, composto pelo escritor e professor Deonisio da Silva (Brasil), o pesquisador Ranieri Ribas (Brasil), o filósofo e crítico de arte poética Dionisio Bahule (Moçambique), o professor Francisco Noa (Moçambique), e as professoras Clara Crabbé Rocha (Portugal) e Isabel Cristina Mateus (Portugal), se reuniu virtualmente para deliberar sobre a premiação. O Prêmio Camões, com um valor de 100 mil euros, é um dos maiores prêmios literários do mundo. A premiação é financiada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN), ligada ao Ministério da Cultura (MinC) do Brasil, e pelo Governo de Portugal.
Os jurados destacaram a originalidade da obra de Adélia Prado, especialmente sua produção poética, que se estende por décadas. Herdeira literária de Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado é descrita como “lírica, bíblica, existencial, fazendo poesia como faz bom tempo”, segundo as palavras do próprio Drummond.
O Prêmio Camões, com um valor de 100 mil euros, é um dos maiores prêmios literários do mundo. A premiação é financiada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN), ligada ao Ministério da Cultura (MinC) do Brasil, e pelo Governo de Portugal.
A conquista da escritora vem uma semana depois de também ser laureada pela Academia Brasileira de Letras (ABL), com o prêmio Machado de Assis, o qual levou além do título uma quantia de R$ 100 mil reais em dinheiro.
Lista de prêmios conquistados pela escritora de Divinópolis
- Prêmio Jabuti de Literatura (1978)
- Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil (2007)
- Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional (2010)
- Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2010)
- Prêmio Clarice Lispector (2016)
- Prêmio Literatura do Governo de Minas Gerais (2017)
- Prêmio da Associação de Artistas e Designers de Artes Aplicadas da Sérvia (2018)
- Prêmio Machado de Assis 2024
Biografia de Adélia
Adélia Prado, aos 88 anos, reside em Divinópolis, Minas Gerais. Ela foi professora por 24 anos antes de se dedicar integralmente à literatura. Em 2017, ela foi a primeira mulher a receber o prêmio Conjunto da Obra do Governo de Minas Gerais, reconhecendo sua contribuição à literatura brasileira. Adélia já foi indicada à Academia Brasileira de Letras e, em 2001, um grupo de atores e jornalistas do Rio de Janeiro propôs seu nome para ocupar a vaga deixada por Jorge Amado, mas Zélia Gattai foi eleita.
Obras Marcantes
Adélia Prado lançou “Bagagem” em 1976 e “O coração disparado” em 1978, este último ganhando o Prêmio Jabuti. Ela estreou na prosa com “Solte os cachorros” em 1979, seguido por “Cacos para um Vitral”.
Outras obras incluem “Terra de Santa Cruz” (1981), “Os componentes da banda” (1984), e “Poesia reunida” (1991). Após um período de silêncio poético, ela publicou “O homem da mão seca” em 1994 e, em 1999, “Manuscritos de Felipa”, “Oráculos de maio” e sua “Prosa reunida”.
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