A escritora Adélia Prado, de 90 anos, recebeu alta hospitalar na terça-feira (26), após 15 dias internada em Divinópolis para tratar uma infecção sistêmica. A poeta permaneceu sob cuidados médicos no Hospital São Judas Tadeu, no Centro-Oeste de Minas, durante todo o período de internação. Segundo boletim médico, Adélia apresentou excelente condição clínica no momento da alta.
A equipe informou ausência de sinais de infecção sistêmica ou congestão durante a avaliação final. O comunicado também destacou estabilidade hemodinâmica e boa condição cardiorrespiratória da escritora. A decisão pela alta ocorreu após reunião multidisciplinar envolvendo médicos, enfermagem, fisioterapia e nutrição. A infecção sistêmica acontece quando uma infecção alcança a corrente sanguínea ou diferentes órgãos do corpo.
O quadro pode provocar resposta inflamatória generalizada e evoluir para situações graves, dependendo da intensidade da infecção. Esta foi a segunda internação enfrentada por Adélia Prado em 2026. Em janeiro, a escritora sofreu uma queda dentro de casa e precisou ser hospitalizada. Na ocasião, ela teve fraturas no fêmur, cotovelo e joelho.
Após cirurgias e acompanhamento médico, recebeu alta hospitalar em fevereiro. Natural de Divinópolis, Adélia Prado ocupa posição de destaque na literatura brasileira contemporânea. Antes da dedicação integral à escrita, trabalhou como professora durante 24 anos. A trajetória literária reúne reconhecimento nacional e internacional ao longo de décadas.
Em 2017, tornou-se a primeira mulher vencedora da categoria Conjunto da Obra no Concurso Literatura do Governo de Minas. Já em 2024, recebeu o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras. No mesmo ano, também conquistou o Prêmio Camões, principal reconhecimento da literatura em língua portuguesa.
Em 2025, lançou “O Jardim das Oliveiras”, obra inédita após 10 anos sem novos livros publicados. Ainda em 2025, recebeu bênção apostólica enviada pelo Papa Leão XIV após solicitação da Diocese de Divinópolis ao Vaticano. A alta hospitalar reforçou a recuperação clínica da escritora e mobilizou manifestações de carinho entre admiradores da obra da poeta mineira.






