O prefeito de Divinópolis ao sancionar o PL 9.297/2023, oriundo de um projeto do vereador Hilton de Aguiar, abriu mão da fiscalização sanitária que era de responsabilidade do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) nos abatedouros e matadouros da cidade. A lei do vereador é oriunda do Projeto de Lei 73/2023, que foi aprovado pela Câmara em sessão realizada no dia 16 de novembro de 2023, por unanimidade dos votos dos vereadores presentes.
A lei aprovado alterou uma antiga de 2009 que definia regras do Serviço de Inspeção Municipal e os procedimentos de inspeção sanitária do processo de produção de bebidas e alimentos de origem animal e/ou vegetal, destinados ao consumo humano.
Os parágrafos 3º e 4º, do artigo 2º da Lei 7.011 foram alterados. O parágrafo 3º, em sua redação original, determinava a presença obrigatória de um fiscal do Serviço de Inspeção Municipal (servidor público concursado) em matadouros e abatedouros antes, durante e depois do abate, para a inspeção de todo o processo. A Lei tirou essa obrigatoriedade e determinou que basta apenas a presença de um funcionário da empresa de abate como responsável técnico.

IGUATU;CE: 06.08.2012. EDITORIA REGIONAL. MATADOURO P⁄BLICO DE QUIXEL‘; PRECARIEDADE NO ABATE DE ANIMAIS;, 12RE0113, 12/03/2014, REGIONAL, HONORIO BARBOSA,
E o pior, o parágrafo 4º, do artigo 2º da Lei 7.011, em sua versão original, determinava que “além da presença, obrigatória, no momento do abate, os fiscais do Serviço de Inspeção Municipal deveriam realizar visitas eventuais inspeções de rotina nos matadouros e abatedouros”. A Lei de autoria de Hilton também tirou essa obrigatoriedade. Em termos práticos, o vereador acabou com a fiscalização sanitária do município da carne proveniente dos abatedouros e matadouros da cidade.
Questionada pelo SINTRAM, a Prefeitura explicou que com as alterações na legislação, o Poder Executivo não mantém mais um fiscal sanitário durante o processo de abate de animais para o consumo humano. De acordo com a Diretoria de Comunicação, a fiscalização do município continua atuando nos estabelecimentos, mas não realiza a inspeção.
A nota enviada pela Diretoria de Comunicação ao sindicato destacou que a fiscalização é feita por responsáveis técnicos da própria empresa, que envia a documentação para a Secretaria de Agronegócios. “A nova lei delega a responsabilidade para os responsáveis Técnicos das empresas, que fazem esse trabalho e remetem a documentação ao SIM. A fiscalização efetua visitas in loco afim de comprovar que o que está apresentado [nos relatórios] condiz com a realidade”, diz a nota.
Na prática, os abates estão sendo feitos sem nenhum acompanhamento da fiscalização sanitária do município, dessa forma cumprindo a lei idealizada pelo vereador Hilton de Aguiar.
O vereador justificou a mudança, afirmando que acabar com a fiscalização sanitária nos abatedouros e matadouros “decorre da necessidade de otimizar o Serviço de Inspeção Municipal e afastar significativo gargalo que atualmente nos é imposto, sem aplicação do princípio da razoabilidade”. Naturalmente que essa justificativa não passa de uma embromação legislativa, para acabar com um serviço de tamanha importância para a saúde pública, que é a fiscalização de todo o processo de abate de animais, cuja carne é colocada no comércio para o consumo da população de Divinópolis.
O Serviço de Inspeção Municipal faz parte do organograma administrativo da Secretaria Municipal de Agronegócios e entre outras obrigações previstas na Lei 8.480, que estabelece a organização administrativa da Prefeitura, deveria Inspecionar, fiscalizar e realizar o registro sanitário dos estabelecimentos de produtos de origem animal. A Secretaria de Agronegócios tem hoje 42 servidores, dos quais apenas três atuam na fiscalização sanitária.







Vcs defendem o projeto apresentado pelo vereador HILTON, porque não vê o que vejo e não tem noção das verdades sobre o abate dos animais, sou açougueiro e tanto eu como a família do vereador e muito outros políticos de DIVINÓPOLIS e cidades vizinhas compramos carnes em Bhte. Pesquise e verá.
VERGONHA!! ABSURDO UMA COISA DESTAS,
MAS TAMBÉM A CIDADE ESTA JOGADA NO LIMBO.
Quem aprova uma barbaridade dessas é uma piada mesmo, quero ver quando alguém da família deles pegar alguma doença oriunda de carne se procedência duvidosa
Povo sem responsabilidade
Absurdo isso. A população é que vai se danar.
Jornalzinho de merda, respeitem a decisão de um povo, seus canalhas!
Quando estudante de Direito, entre 1987 e 1991, Divinópolis era modelo de inspeção sanitária de alimentos, inclusa a carne animal.
Parabéns prefeito e vereador… com a liberdade de abate e comercialização, a tendência é o o preço da carne cair para o consumidor.
Isso é um absurdo… irresponsabilidade!!
ABC, MART MINAS são fiscalizados? Faz uma matéria aí mostrando como funciona a fiscalização nas grandes redes de supermercados, não vão ter coragem né? jornal parcial e político.
Já é velha prática do bolsonarismo, e bem capaz de ter um presentinho aí pro prefeito inguinorar isso…E de costume da família.
Imprensa lixo
Vergonha
Fora Azevedos