Ultimas Notícias: os presos transferidos foram distribuidos entre as seguintes cidades
10 – Pará de Minas
10 – Formiga
5 – Unai:
Veja fotos da rebelião: (clique aqui)
A superlotação do presídio Floramar com certeza, teve um grande peso, na rebelião os nervos tanto dos detentos quanto dos agentes penitenciários andam à flor da pele. Tanto é que, um grupo de presos semi-albergados que se estavam do lado de fora da Floramar esperando para serem recolhidos, reclamaram muito. Dizendo que cela que deveriam ter 20 pessoas tem 40 ou 50.
Contudo a causa verdadeira do motim de ontem foram os gritos de um preso que tinha em seu poder uma barra de ferro escondida, os agentes descobriram e foram tomar-lhe o objeto. O preso então começou a gritar dizendo que estava apanhando, todo pavilhão se agitou, começaram a gritar e colocar fogo nos colchões e roupas pessoais.
O Corpo de Bombeiro foi acionado para controlar o incêndio, não levou muito tempo para que as chamas fossem debeladas. A operação foi comandada pelo sargento Osvaldo.
A policia Militar levou um efetivo de aproximadamente 100 homens, em 16 viaturas, 1 micro ônibus e 6 motos, comandada por um capitão.
Aproximadamente 20h chegou um veículo da justiça, trazendo o promotor da vara de execuções penais, Dr. Alexandre.
A seguir, chegaram 5 viaturas do Comando de Operações Especiais – COPE com cerca de 25 agentes.
A chegada do COPE, começou levantar expectativas da possível remoção dos presos. Como o inicio do motim foi às 16h não fazia sentido eles terem chegado de Belo Horizonte somente às 20h30min.
Meia hora mais tarde, chegaram também mais 2 viaturas do Grupo de Ações Penitenciárias – GAP, com mais 9 homens.
O diretor do Presídio de Formiga, Murilo Fosqueti, chegou por volta das 21 horas, ao entrar no presídio não quis se pronunciar antes de verificar o que realmente estava ocorrendo. Mais tarde, com o objetivo de acalmar os ânimos exaltados dos parentes dos detentos, ele saiu das dependências do presídio e convidou 5 pessoas para que eles vissem como estava a situação interna.
As pessoas que estiveram dentro do presídio, disseram que lá dentro estava tudo tranqüilo, que não havia nenhum preso ferido e que haveria algumas transferências, não sabiam informar quais presos seriam transferidos e nem para onde.
Os parentes dos detentos, revoltados com a falta de informação, choravam e bastantes exaltados disseram que a superlotação é desumana sim, pior que isto são os maus tratos que o diretor do presídio, Carlos Eduardo Monteiro, dá aos presos e a forma como os parentes são tratados por ele.
O diretor da Penitenciária de Formiga foi chamado, porque o diretor da Floramar não estava na cidade.
As 23 horas, o promotor, ao sair da Floramar, confirmou as transferências dos 25 detentos. 10 foram para Formiga, 10 para Pará de Minas e 5 para Unaí.






