O homem acusado de agredir três mulheres no bairro São Roque, em Divinópolis, pronunciou-se publicamente após a repercussão da ocorrência registrada na noite de sábado (31). Vicente Aparecido Alves, de 57 anos, divulgou um vídeo na segunda-feira (2 de novembro) para apresentar sua versão sobre a discussão envolvendo uma cachorra que, segundo as denunciantes, estaria sendo abandonada. Em seu relato, Vicente negou qualquer intenção de abandonar ou maltratar o animal e afirmou que as mulheres teriam iniciado as agressões. Ele também confirmou que duas crianças estavam no veículo no momento da abordagem. A ocorrência terminou com sua prisão em flagrante, mas sua situação judicial posterior ainda não foi confirmada pelo Divinews.
Vicente Aparecido Alves, de 57 anos, divulgou vídeo para contestar as acusações feitas por três mulheres no bairro São Roque. Ele afirma ter sido agredido primeiro, nega golpes com capacete contra as vítimas e mostra a cachorra em sua residência. Homem também confirma que duas crianças estavam no veículo durante a confusão. Sua esposa entrou em contato com o Divinews e solicitou que sua versão fosse publicada
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Vicente afirma que cachorra saiu de casa sem que percebesse
O pronunciamento foi divulgado depois que imagens da confusão e os relatos das três mulheres passaram a circular nas redes sociais. Logo no início da gravação, Vicente argumentou que o público precisava conhecer sua versão dos acontecimentos. Ele contou que saiu de casa por volta das 19h30 para levar um amigo de seu filho à residência dele. Segundo o homem, enquanto manuseava uma carretinha acoplada ao veículo, sua cachorra teria escapado pelo portão sem que ele percebesse.
Vicente explicou que estava escuro e que não conseguia visualizar o animal correndo atrás do carro, principalmente por causa da carretinha. Conforme sua versão, somente percebeu o que acontecia quando foi abordado pelas mulheres, que perguntaram se a cachorra pertencia a ele. O homem afirmou que parou, reconheceu o animal e o colocou dentro do veículo. Segundo ele, a situação já estaria resolvida naquele momento, mas as mulheres continuaram questionando sua conduta e acusando-o de abandono.
O acusado negou as declarações de que teria ameaçado matar a cachorra, conforme relataram as mulheres na primeira entrevista concedida ao Divinews. Ele argumentou que o animal faz parte da família e questionou por qual motivo iria recolhê-lo no veículo caso tivesse intenção de abandoná-lo. A versão contrasta com os depoimentos das denunciantes, que afirmaram ter ouvido ameaças contra o cachorro e decidiram intervir para impedir que algo acontecesse com ele.
Homem acusa mulheres de impedir sua saída e iniciar agressões
Outro ponto central do pronunciamento envolve a origem da violência física. Vicente afirmou que tentou seguir viagem depois de colocar a cachorra no carro, mas teria sido impedido pelas mulheres. Segundo seu relato, um dos veículos foi colocado à frente do seu automóvel, bloqueando a passagem. Ele também acusou as envolvidas de terem retirado a chave da ignição, impossibilitando sua saída, e afirmou que a discussão se transformou em agressão física quando tentou recuperar o controle da situação.
“Eu me defendi, a única coisa que existiu ali foi uma legítima defesa”, declarou Vicente. Ele alegou que as três mulheres partiram para cima dele e que teria recebido diversos golpes com um capacete na cabeça. O homem negou ter utilizado o objeto para atingir as vítimas, como elas haviam relatado ao Divinews. Na gravação, afirmou que chegou a apresentar sangramento na orelha, mas não procurou atendimento na UPA, pois foi encaminhado à delegacia.
O relato apresenta divergências importantes em relação à versão das mulheres, que afirmaram ter sido atacadas com socos, chutes e golpes de capacete depois de questionarem o suposto abandono. As três receberam atendimento médico após a ocorrência. Embora Vicente admita ter reagido fisicamente durante a discussão, a alegação de legítima defesa ainda precisa ser avaliada pelas autoridades. O reconhecimento de uma agressão e a justificativa apresentada para ela são questões distintas, cuja análise depende das circunstâncias e das provas reunidas na investigação.
Acusado mostra cachorra em casa e nega maus-tratos
Durante o vídeo, Vicente procurou responder a outro questionamento apresentado pelas mulheres: o paradeiro da cachorra. Na entrevista concedida ao Divinews, elas manifestaram preocupação com o destino do animal, afirmando que não sabiam onde ele estava depois da confusão. Para contestar essa suspeita, o homem mostrou uma cachorra em sua residência, identificando-a como o animal envolvido na ocorrência. Ele afirmou que ela estava sendo alimentada e cuidada normalmente pela família.
Vicente também explicou que a cachorra aparentava estar magra porque havia dado à luz recentemente e ainda amamentava um filhote. Segundo ele, a família acolheu o animal depois de encontrá-lo entre vários filhotes abandonados no bairro. O homem afirmou que os demais foram encaminhados para adoção e que a família decidiu permanecer com a fêmea. Ele também relatou que costuma oferecer água e ração a animais abandonados nas proximidades de sua residência.
A apresentação da cachorra responde parcialmente à preocupação sobre seu paradeiro, mas não encerra, por si só, a apuração das circunstâncias que deram origem à discussão. As mulheres sustentam que presenciaram uma situação compatível com abandono, enquanto Vicente afirma que o animal simplesmente escapou e correu atrás do veículo. O caso envolve duas narrativas diferentes, que devem ser examinadas com base nas imagens disponíveis, nos depoimentos e em eventuais outras evidências.
Vicente confirma que duas crianças estavam dentro do veículo
Um dos pontos mais relevantes do pronunciamento foi a confirmação de que duas crianças acompanhavam Vicente no automóvel. Segundo ele, uma delas era seu filho e a outra, um amigo do menino, que seria levado para casa. A informação complementa um aspecto levantado anteriormente pelo Divinews, quando a reportagem recebeu relatos sobre a presença de menores durante o episódio. O homem confirmou que ambos estavam no veículo, embora não tenha esclarecido detalhadamente o que cada criança efetivamente presenciou.
A confirmação torna necessária a verificação das circunstâncias em que os menores permaneceram durante a discussão e as agressões. O caso pode justificar avaliação pelos órgãos de proteção à infância, inclusive pelo Conselho Tutelar, para identificar eventual exposição à violência e a necessidade de acompanhamento. Isso não significa presumir que Vicente seja incapaz de exercer suas responsabilidades familiares, nem antecipar qualquer decisão sobre guarda. O objetivo é esclarecer se houve situação de risco e garantir a proteção das crianças.
A presença dos menores acrescenta uma dimensão ao episódio que merece atenção independente das versões apresentadas pelos adultos. A ocorrência, inicialmente relacionada à suspeita de abandono de um animal, terminou com três mulheres feridas, um homem conduzido à delegacia e questionamentos sobre o que aconteceu diante das crianças. A apuração dessa circunstância integra o interesse público da cobertura policial regional, especialmente quando envolve possíveis situações de violência presenciadas por menores.
Três mulheres afirmam ter sido agredidas e apresentam relatos diferentes
Na madrugada seguinte à ocorrência, o Divinews ouviu Vanessa Gorete da Silva, Daiane Nancy Oliveira Barreto e Samara Dayane André de Melo, identificadas no boletim policial como vítimas de lesão corporal. Vanessa e Daiane relataram que tentaram impedir uma possível situação de maus-tratos contra o cachorro e acabaram sofrendo agressões. Elas descreveram momentos de medo, ameaças e golpes em diferentes partes do corpo. Durante a entrevista, também afirmaram ser pessoas com deficiência, condição que disseram possuir mesmo sem características necessariamente visíveis.
Vanessa declarou que o homem teria ameaçado matar o animal e, posteriormente, as mulheres. Daiane também descreveu a violência, afirmando que recebeu golpes na região do rosto e precisou de atendimento médico. Ambas demonstraram preocupação com o desaparecimento da cachorra depois da ocorrência. As declarações foram apresentadas diretamente à reportagem, ainda durante os procedimentos na Delegacia da Polícia Civil, e deram origem à primeira matéria publicada pelo Divinews sobre o episódio.
O boletim da Polícia Militar registrou a ocorrência como lesão corporal consumada e identificou Vicente como o autor apontado. O documento também apresenta sua versão de que teria agido para se defender durante a discussão. Portanto, o pronunciamento divulgado posteriormente não é a primeira ocasião em que a alegação de legítima defesa aparece: ela já constava do registro policial. A diferença é que agora Vicente apresentou publicamente um relato mais detalhado, contestando diretamente as declarações das mulheres e as interpretações sobre as imagens divulgadas.
Prisão em flagrante foi registrada, mas situação atual não foi esclarecida
A Polícia Militar registrou a prisão em flagrante de Vicente Aparecido Alves na noite de sábado, após o atendimento da ocorrência envolvendo as três mulheres. O procedimento policial não representa condenação e não permite concluir, isoladamente, que todas as circunstâncias relatadas pelas partes tenham sido comprovadas. A investigação deverá esclarecer a sequência dos acontecimentos, as agressões praticadas, a eventual utilização do capacete e a alegação de legítima defesa apresentada pelo homem.
Até a conclusão desta reportagem, o Divinews não havia confirmado se Vicente permanecia preso, se houve audiência de custódia ou se alguma decisão judicial modificou sua situação. A divulgação do vídeo em 2 de novembro indica que ele teve condições de apresentar publicamente sua defesa, mas não esclarece, por si só, os procedimentos judiciais adotados. Essa informação continua pendente de confirmação oficial, assim como eventuais medidas posteriores relacionadas ao caso.
A apuração também deverá considerar a documentação médica das vítimas, possíveis lesões apresentadas pelo acusado e as imagens registradas durante a confusão. Essas evidências poderão contribuir para esclarecer se as agressões ocorreram nas condições descritas pelas mulheres ou se a sequência dos fatos corresponde à versão apresentada por Vicente. O acompanhamento desse procedimento integra as notícias de Divinópolis e o trabalho jornalístico de informar sem substituir a análise das autoridades competentes.
Divulgação da versão do acusado amplia esclarecimentos sobre o caso
Ao apresentar sua versão, Vicente procurou afastar duas acusações que ganharam repercussão: a suspeita de abandono da cachorra e a responsabilidade pelo início das agressões. Ele negou ter maltratado o animal, afirmou que foi atacado e sustentou que apenas reagiu para se proteger. Por outro lado, as três mulheres mantêm seus relatos de violência e os atendimentos médicos e registros policiais documentam a ocorrência de lesões. As divergências permanecem e não podem ser resolvidas apenas com declarações divulgadas nas redes sociais.
O caso também trouxe novos elementos sobre a presença de duas crianças no automóvel e sobre o paradeiro da cachorra. São informações relevantes, mas que não dispensam a verificação dos demais fatos. A divulgação das versões dos envolvidos é parte do compromisso jornalístico de permitir que o público tenha acesso aos diferentes relatos, sem transformar acusações em condenações antecipadas ou aceitar automaticamente qualquer justificativa apresentada para o uso da violência.
O Divinews continuará acompanhando os desdobramentos da ocorrência, a situação judicial do acusado e as eventuais providências das autoridades responsáveis pela proteção das crianças. A reportagem permanece aberta a novas manifestações das mulheres, de Vicente Aparecido Alves, de sua defesa e dos órgãos competentes. O objetivo é esclarecer o que efetivamente aconteceu naquela noite no bairro São Roque, preservando o direito de manifestação dos envolvidos e a responsabilidade de informar com precisão. Novas informações poderão ser acompanhadas na cobertura jornalística local.
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Nota de transparência: Esta matéria contou com o auxílio de Inteligência Artificial na organização e estruturação do conteúdo, sob orientação e revisão editorial do Divinews.






