Lohanna cita dados do TSE para rebater suspeitas sobre prorrogação da votação

Deputada cita levantamentos baseados em dados do TSE que apontam entre 34 mil e 35,5 mil votos após as 17h, diante de uma diferença final superior a 4,4 milhões.

Publicado por: Cassia Misael

A deputada federal Lohanna França (PV-MG) usou as redes sociais nesta segunda-feira (26) para questionar as alegações de que a prorrogação do horário de votação no segundo turno teria comprometido o resultado da eleição presidencial. Em vídeo, a parlamentar citou levantamentos baseados em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo os quais aproximadamente 35 mil votos para presidente foram registrados depois das 17h, e comparou esse volume à diferença de 4.430.191 votos entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente, e Flávio Bolsonaro (PL).

Lohanna compara votos após as 17h com diferença entre candidatos

No vídeo, Lohanna orienta os seguidores a compartilhar os dados com pessoas que atribuem a vitória de Lula à extensão do horário de votação. A deputada argumenta que o número de votos registrados após as 17h é muito inferior à diferença final entre os dois candidatos.

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“Se você estiver ouvindo alguém falando que a eleição foi roubada por causa das duas horas de extensão, manda pra essa pessoa que durante o período das 17h às 19h, só 35 mil votos foram computados”, afirmou.

Na sequência, a parlamentar destacou a diferença entre os candidatos na apuração final. “Entretanto, a diferença do presidente Lula pro Flávio Bolsonaro foi de mais de 4 milhões”, acrescentou.

A manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro anunciar que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação da eleição. O senador questionou a decisão que prorrogou o horário de votação e alegou que a medida teria alterado as condições da disputa.

Ao apresentar os números, Lohanna sustenta que a quantidade de votos registrados após as 17h precisa ser analisada em relação à diferença final entre os candidatos. Os dados oficiais mostram que o resultado presidencial foi definido por uma margem muito superior ao total de votos contabilizados depois do horário inicialmente previsto para o encerramento da votação.

Levantamentos apontam entre 34 mil e 35 mil votos após as 17h

Reportagens publicadas por grandes veículos de comunicação nesta segunda-feira apresentaram números próximos, embora não idênticos, sobre a quantidade de votos presidenciais registrados após as 17h.

A CNN Brasil informou que 34.330 votos foram registrados depois desse horário, com base em dados do TSE levantados pela Setup News. Segundo a publicação, 29.001 desses votos foram registrados entre 17h e 17h05, enquanto outros 5.329 foram contabilizados até o último registro, às 19h06.

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Já um levantamento divulgado pelo g1 e reproduzido pelo Painel Político contabilizou 35.521 confirmações de voto para presidente após as 17h, com base nos registros das urnas eletrônicas.

Embora os levantamentos apresentem diferenças numéricas, ambos apontam que o total de votos registrados depois das 17h ficou na casa das dezenas de milhares, enquanto a diferença final entre os candidatos ultrapassou 4,4 milhões de votos.

Os números precisam ser apresentados com a identificação das respectivas fontes, já que os levantamentos não chegaram exatamente ao mesmo total.

Lula terminou a eleição com vantagem de mais de 4,4 milhões de votos

De acordo com o resultado oficial divulgado pelo TSE, Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, o equivalente a 48,21%.

A diferença foi de 4.430.191 votos, resultado que confirmou a reeleição do candidato do PT para a Presidência da República.

A comparação feita por Lohanna parte justamente dessa distância entre os candidatos. O volume de votos registrados após as 17h representa uma parcela muito pequena da diferença final entre os dois concorrentes.

Isso, isoladamente, não substitui a análise de eventuais questionamentos sobre os procedimentos eleitorais, mas permite dimensionar a diferença entre o número de votos contabilizados depois do horário inicial e a margem registrada na totalização final.

Por que o horário de votação foi prorrogado?

A extensão do horário foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin diante de relatos de dificuldades no transporte de eleitores em diferentes localidades. A decisão estabeleceu a possibilidade de votação até as 19h, em meio a reclamações sobre restrições no transporte coletivo e obstáculos de deslocamento.

O TSE esclareceu que a medida deveria ser aplicada somente às seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação às 17h. As urnas que já tinham sido fechadas não seriam reabertas.

A decisão provocou críticas de Flávio Bolsonaro, que afirmou que as regras teriam sido alteradas durante a disputa. O senador anunciou a intenção de pedir a anulação do pleito, mas a declaração não significa que um pedido judicial tenha sido efetivamente protocolado nem que a eleição será anulada.

O episódio passou a integrar o debate político após a divulgação do resultado, com manifestações de apoiadores dos dois candidatos e questionamentos sobre a condução da votação.

Debate sobre a eleição continua após resultado oficial

A manifestação de Lohanna França acrescenta ao debate uma comparação baseada em dados de votação e no resultado oficial. Ao destacar a diferença entre os candidatos, a deputada procura contestar a interpretação de que a prorrogação do horário teria sido determinante para a vitória de Lula.

Os números divulgados pela Justiça Eleitoral confirmam que a vantagem final do presidente reeleito foi superior a 4,4 milhões de votos, enquanto os levantamentos sobre os registros posteriores às 17h contabilizaram entre aproximadamente 34 mil e 35,5 mil votos, conforme a fonte consultada.

A discussão sobre a decisão judicial, entretanto, deve ser diferenciada de uma eventual comprovação de irregularidade eleitoral. Alegações apresentadas por candidatos ou representantes políticos precisam ser avaliadas com base em documentos, registros oficiais e decisões das autoridades competentes.

Enquanto Flávio Bolsonaro anunciou que pretende contestar o resultado na Justiça, Lohanna usou os números da votação para questionar publicamente as suspeitas relacionadas à prorrogação do horário.

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