Maria Fernanda tem apenas 5 anos e enfrenta uma batalha pela saúde. Diagnosticada com leucemia, a menina precisa de um doador compatível de medula óssea, e a mãe, Raíssa, faz um apelo por solidariedade e esperança para encontrar alguém que possa ajudar a filha.
A rotina da família mudou desde o início dos sintomas, em julho. O que parecia, inicialmente, um problema de saúde comum acabou se transformando em uma sequência de consultas, exames e internações até que os médicos identificassem a doença. Agora, além de acompanhar o tratamento da filha, a mãe busca ampliar a mobilização para encontrar um possível doador compatível.
Sintomas começaram em julho
De acordo com o relato de Raíssa, os primeiros sinais apareceram no início de julho. Na primeira ida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a suspeita era de sinusite, e Maria Fernanda recebeu tratamento com antibióticos. Naquele momento, a família acreditou que o quadro estivesse melhorando.
Entretanto, cerca de duas semanas depois, a menina voltou a apresentar sintomas, entre eles tosse, cansaço e dores de cabeça. Nas consultas seguintes, houve suspeita de pneumonia, e novos tratamentos com antibióticos foram realizados.
A situação só começou a ser esclarecida durante a quarta ida à UPA, quando exames de sangue apontaram alterações importantes, incluindo a presença de blastos e uma contagem elevada de leucócitos. Os resultados levaram à suspeita de leucemia e à necessidade de investigação especializada.
Após os exames, Maria Fernanda recebeu o diagnóstico de leucemia aguda indiferenciada, conforme informado pela família. A menina também apresenta uma massa no mediastino, região do tórax localizada entre os pulmões, onde ficam estruturas como o coração e a traqueia.
Menina ficou 32 dias internada
A gravidade do quadro levou à internação de Maria Fernanda por 32 dias, dos quais oito foram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo o relato da mãe.
Depois desse período, a menina pôde voltar para casa, mas o tratamento continua exigindo uma rotina intensa. Atualmente, ela viaja diariamente de Divinópolis para Belo Horizonte, onde realiza sessões de quimioterapia.
De acordo com Raíssa, a realização do tratamento depende também das condições clínicas e dos resultados dos exames de cada dia. Por isso, a família segue acompanhando de perto a evolução da filha e cumprindo as orientações da equipe médica.
Mesmo diante das dificuldades, a mãe encontra forças na fé e nos momentos em que consegue ver a menina sorrindo. A busca por um doador compatível, porém, permanece como uma das principais preocupações da família.
Família busca doador compatível de medula óssea
Raíssa conta que também passou por avaliação para verificar a possibilidade de doar medula óssea à filha, mas não apresentou compatibilidade total. Por isso, a família precisa ampliar a busca por uma pessoa que possa ser compatível com Maria Fernanda.
A compatibilidade entre doador e paciente depende de características genéticas específicas. Por esse motivo, encontrar alguém compatível pode exigir a consulta ao Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que reúne informações de pessoas cadastradas para doação.
A mãe faz um apelo para que a história da filha seja compartilhada e alcance pessoas que possam se cadastrar como doadoras. Quanto maior o número de pessoas cadastradas, maiores são as possibilidades de localizar um doador compatível para pacientes que aguardam um transplante.
Como se cadastrar para ser doador de medula óssea
No Brasil, pessoas que atendem aos critérios de idade e saúde podem procurar um hemocentro habilitado para receber orientações sobre o cadastro no REDOME. Em geral, o registro é destinado a pessoas de 18 a 35 anos, mas é importante confirmar os critérios vigentes e os procedimentos diretamente com o serviço responsável.
O cadastro inclui a coleta de uma amostra de sangue para identificação das características genéticas utilizadas na busca por compatibilidade. Caso surja uma possível correspondência com um paciente, o voluntário poderá ser contatado para a realização de exames complementares.
Estar cadastrado não significa que a pessoa será necessariamente compatível com Maria Fernanda ou com qualquer paciente específico. A compatibilidade é verificada individualmente, de acordo com os critérios médicos.
Quem deseja ajudar pode procurar o hemocentro de referência e consultar as informações oficiais do REDOME para saber como realizar o cadastro.
Fé e esperança em meio à luta
Em meio à rotina de consultas, deslocamentos e quimioterapia, Raíssa tenta manter a esperança e encontrar forças para acompanhar a filha. Segundo a mãe, a fé tem sido fundamental para enfrentar esse período, e ver Maria Fernanda sorrindo representa um incentivo para continuar.
A história da menina também reforça a importância da conscientização sobre a doação de medula óssea. Para famílias que aguardam um doador compatível, a informação e a mobilização da sociedade podem ajudar a ampliar as possibilidades de encontrar uma pessoa apta à doação.
A família segue em busca de solidariedade para que a história de Maria Fernanda chegue cada vez mais longe e ajude a encontrar um possível doador compatível.






