A Praia de Copacabana foi tomada no fim da tarde deste domingo (18) por uma multidão reunida no Ato Musical pela Democracia, mobilização convocada por Caetano Veloso e impulsionada por artistas, estudantes e movimentos sociais na reta final do segundo turno presidencial. A organização do evento é do coletivo 342 Artes e da Mídia NINJA, e o encontro foi marcado para o Posto 5, na zona sul do Rio de Janeiro, com concentração a partir das 15h e apresentações a partir das 16h.
Artistas de várias gerações se juntaram ao ato
A convocação feita por Caetano reuniu uma extensa lista de nomes da música brasileira. Entre os artistas anunciados estavam Djavan, Simone, Marina Sena, João Bosco, Frejat e Fernanda Abreu. Outros nomes também aderiram à mobilização, como Ivan Lins, Chico César, Jorge Vercillo, Jota.Pê, Duda Beat, Xamã e Kleber Lucas, numa mistura de gerações e estilos em defesa da democracia, da liberdade de expressão artística e do direito de reunião pacífica.【turn904086view3†L99-L100】【turn904086view4†L65-L70】
Estudantes entraram em cena antes do show
O ato em Copacabana foi antecedido por outra mobilização no Rio de Janeiro. Antes do encontro musical, estudantes e movimentos sociais realizaram uma manifestação na região da Candelária, no Centro da cidade. A proposta, divulgada pelos organizadores, era justamente conectar os dois momentos do dia: primeiro o ato estudantil e, depois, a caminhada política e cultural até Copacabana. A própria UNE apareceu no centro da articulação nacional das mobilizações deste domingo.【turn904086view5†L103-L110】【turn904086view2†L260-L262】
UNE reforçou a convocação nacional
A União Nacional dos Estudantes esteve entre as entidades ligadas à mobilização deste domingo. Em Brasília, por exemplo, a Folha registrou que o ato foi organizado pela UNE com apoio de partidos como PT e PDT. Na mesma cobertura, o jornal destacou que, no Rio, a segunda mobilização do dia ocorria justamente em Copacabana, em um “ato musical em defesa da democracia” convocado por Caetano Veloso.
Orla ficou tomada do calçadão até a água
As imagens que circularam ao longo do evento mostraram a dimensão da mobilização na orla carioca. Calçadas, pistas da Avenida Atlântica e faixas de areia ficaram ocupadas por apoiadores, bandeiras, cartazes e grupos de estudantes, em um cenário que avançava até a beira-mar. Embora não houvesse, até a publicação desta matéria, uma contagem oficial independente do público, os organizadores trabalhavam com estimativa na casa de meio milhão de pessoas, o que dá a medida do peso político e simbólico do ato neste momento da campanha.
Evento aconteceu uma semana antes do segundo turno
O Ato Musical pela Democracia foi marcado para o domingo anterior ao segundo turno das eleições presidenciais, em um ambiente de forte mobilização nacional. A convocação de Caetano ocorreu após uma série de atos em apoio a Lula em várias capitais brasileiras e foi apresentada pelos organizadores como uma defesa da democracia, da cultura e das liberdades públicas. O encontro carioca acabou se transformando em uma das imagens mais fortes do dia no país.
TSE já havia afastado tentativa de barrar os atos
Na véspera, o Tribunal Superior Eleitoral havia mantido a realização dos atos no Rio, em Salvador e em Porto Alegre, afastando a tentativa de proibição apresentada contra a Mídia NINJA, a UNE, o coletivo 342 Artes e a Fened. A decisão citada pela Folha registrou que Caetano havia convocado o encontro para a tarde de domingo, às 16h, no Posto 5 de Copacabana, e que, naquele momento, não havia demonstração suficiente para classificar a manifestação como showmício irregular.
Ato mistura cultura, rua e disputa política
Na prática, o que se vê em Copacabana é mais do que um show. O evento neste momento, 18h está reunindo, arte, engajamento político, presença estudantil e uma demonstração de ocupação simbólica do espaço público por setores que defendem a democracia e a reeleição do presidente Lula. Em um Rio de Janeiro acostumado a grandes eventos na orla, a cena deste domingo recolocou Copacabana no centro da disputa política nacional, com uma imagem de forte apelo popular e visual.






