Sarampo acende alerta em Divinópolis e Prefeitura reforça importância da vacinação

Risco de reintrodução do vírus aumenta com a circulação internacional; Semusa orienta moradores a conferir a caderneta e atualizar as doses.

Publicado por: Vinícius Xavier

A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), reforça o alerta para a importância da vacinação contra o sarampo diante do risco de reintrodução do vírus no país. A orientação ganhou atenção especialmente em razão do aumento da circulação da doença em diferentes partes do mundo e da intensificação do fluxo internacional de pessoas ao longo de 2026.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode provocar complicações graves, principalmente em crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio de partículas eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Segundo o Ministério da Saúde, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não possuem imunidade.

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Diante desse cenário, a Semusa orienta os moradores de Divinópolis a conferir a situação vacinal e procurar uma unidade de saúde caso haja doses pendentes.

Alerta está relacionado à circulação internacional do vírus

A preocupação das autoridades sanitárias não significa que Divinópolis esteja enfrentando um surto local de sarampo. O alerta está associado ao risco de importação do vírus e à possibilidade de transmissão entre pessoas não imunizadas.

Em maio, a Prefeitura já havia chamado a atenção para o cenário internacional, destacando o aumento de casos em países como Estados Unidos, México e Canadá. A realização da Copa do Mundo de 2026, com grande circulação de pessoas entre diferentes países, também foi apontada como um fator que poderia ampliar o risco de disseminação.

O Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, mas continua sujeito à ocorrência de casos importados. Por isso, a manutenção de altas coberturas vacinais é considerada fundamental para evitar a transmissão sustentada do vírus.

Vacinação é principal forma de prevenção

A vacina contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na rotina dos serviços públicos de saúde, a proteção contra a doença é feita principalmente por meio das vacinas tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, e tetraviral, que acrescenta proteção contra a varicela. A indicação das doses depende da idade, do histórico vacinal e das condições epidemiológicas.

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Para pessoas de 12 meses a 29 anos, o Ministério da Saúde prevê duas doses da vacina contra o sarampo. Entre 30 e 59 anos, a recomendação de rotina é de pelo menos uma dose, conforme o histórico de vacinação. Quem não possui comprovação de imunização deve procurar um serviço de saúde para avaliação da necessidade de atualização.

No caso de crianças de 6 a 11 meses que irão viajar para regiões com circulação do vírus, pode ser indicada a chamada dose zero. Essa aplicação tem caráter excepcional e não substitui as doses previstas no calendário de rotina a partir dos 12 meses.

Divinópolis mantém ações para ampliar a cobertura vacinal

O município vem utilizando diferentes estratégias para facilitar o acesso da população às vacinas. Entre elas estão o Vacimóvel e as equipes itinerantes, que levam os serviços de imunização a diferentes regiões, escolas, empresas e instituições.

Em setembro, a Prefeitura informou que Divinópolis apresentava índices elevados de cobertura vacinal entre crianças e havia atingido ou superado as metas estabelecidas para diferentes imunizantes. O município também mantém ações para ampliar o acesso e identificar eventuais atrasos na caderneta de vacinação.

Durante a Campanha de Multivacinação realizada em agosto, o município promoveu atendimento em 15 Unidades Básicas de Saúde e no Vacimóvel. A mobilização incluiu a vacina contra o sarampo entre os imunizantes disponibilizados conforme a idade e o histórico de cada pessoa.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os primeiros sintomas geralmente incluem febre, tosse, coriza e conjuntivite. Depois, podem surgir manchas vermelhas na pele, inicialmente no rosto e posteriormente em outras partes do corpo.

Por ser uma doença de elevada transmissibilidade, a identificação de uma pessoa com sintomas compatíveis exige atenção dos serviços de saúde, especialmente quando existe histórico de viagem ou contato com pessoas provenientes de regiões onde o vírus está circulando.

A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos e informar sobre viagens recentes ou eventual contato com pessoas que tenham vindo de áreas de transmissão.

Proteção depende da vacinação

Além da proteção individual, a vacinação reduz a possibilidade de circulação do vírus na comunidade. Isso é especialmente importante para proteger pessoas que não podem receber determinados imunizantes ou que apresentam maior risco de desenvolver complicações.

O Ministério da Saúde reforça que manter a caderneta atualizada é uma das principais estratégias para impedir o retorno ou a disseminação de doenças imunopreveníveis. Em 2026, o governo federal também intensificou a distribuição de doses da tríplice viral aos estados e municípios diante da necessidade de ampliar a proteção contra o sarampo.

Em Divinópolis, a orientação da Semusa é que os moradores não deixem para verificar a situação vacinal apenas diante de uma emergência. A recomendação é conferir regularmente a caderneta e procurar uma unidade de saúde para receber as doses necessárias, de acordo com a avaliação dos profissionais.Manchete: Sarampo acende alerta em Divinópolis e Prefeitura reforça importância da vacinação

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