A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), divulgou o resultado do 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 nesta quarta-feira, (7). Conforme a Vigilância em Saúde Ambiental apontou nas pesquisas feitas entre segunda-feira (14) e sexta-feira (18) de setembro, o município manteve o Índice de Infestação Predial (IIP) em 2,5%. Por isso, a cidade continua em estado de alerta e situação de médio risco para epidemias.
Durante a pesquisa, foram identificados focos do mosquito em 152 imóveis. O resultado geral do município permaneceu estável em relação ao segundo LIRAa de 2026, realizado em maio, quando o índice também havia sido de 2,5%. Apesar da manutenção do percentual municipal, o novo levantamento mostra mudanças no cenário de infestação e reforça a necessidade de cuidados permanentes por parte da população. A maior parte dos focos continua sendo encontrada dentro das residências, o que coloca a rotina dos moradores no centro das ações de prevenção.
Região Nordeste passa para alto risco
A principal mudança apontada pelo levantamento está na distribuição dos índices entre as regiões de Divinópolis. No segundo LIRAa, realizado em maio, todas as regiões estavam classificadas como de médio risco. Na ocasião, o maior índice havia sido registrado na região Nordeste, com 3,3%. No levantamento realizado em setembro, porém, a região Nordeste chegou a 4,8%, ultrapassando o limite de 4% utilizado para classificar a área como de alto risco de epidemia.
As demais regiões apresentaram os seguintes índices:
Norte: 3,4%
Sudeste: 2,2%
Central: 2,1%
Sudoeste: 1,6%
Oeste: 1,3%
De acordo com os parâmetros utilizados no levantamento, índices entre 1% e 3,9% representam médio risco, enquanto resultados acima de 4% indicam alto risco de epidemia.
Bairros apresentam índices elevados
A análise por áreas também identificou bairros com percentuais significativamente superiores ao índice geral do município. Entre os maiores resultados estão Alto das Oliveiras, com 50%; JA Gonçalves, com 33,3%; Dr. José Thomaz, com 18,2%; Mar e Terra, com 14,3%; Itacolomi, com 13,6%; Jardim Alterosa, com 13,3%; e Danilo Passos I, com 10,3%. Os percentuais, entretanto, devem ser interpretados dentro da metodologia amostral utilizada pelo LIRAa. Os índices são calculados a partir dos imóveis pesquisados em cada área e, por isso, não significam que o percentual apresentado corresponda à totalidade dos imóveis existentes no bairro.
Mais imóveis foram vistoriados em setembro
A comparação entre os dois últimos levantamentos também mostra que o número de imóveis vistoriados aumentou. Em maio, no 2º LIRAa, foram vistoriados 5.470 imóveis, com focos encontrados em 138 deles. Em setembro, a pesquisa alcançou 5.941 imóveis, 471 a mais, e identificou focos em 152 imóveis, mesmo com o aumento da quantidade de imóveis pesquisados, o índice municipal permaneceu em 2,5%. O cenário, portanto, não apresenta redução no indicador geral e exige a continuidade das medidas de prevenção.
Maioria dos focos continua dentro das casas
Outro dado que chama atenção no levantamento é a localização dos criadouros. No segundo LIRAa, 93% dos imóveis com focos eram residências e 7% eram terrenos baldios. No terceiro levantamento, as residências representaram 89% dos imóveis onde foram encontrados focos, enquanto os terrenos baldios passaram a representar 11%. Embora tenha ocorrido uma mudança nessa distribuição, as casas continuam concentrando a grande maioria dos focos identificados. O resultado reforça a importância da participação dos moradores na eliminação dos recipientes que podem acumular água.
Recipientes do dia a dia concentram criadouros
Os dados do 3º LIRAa mostram que muitos dos criadouros estão associados a objetos presentes na rotina das famílias, os chamados depósitos móveis, como bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas, concentraram 43,8% dos criadouros encontrados. Outros 39,8% estavam em recipientes passíveis de remoção, como plásticos, latas, garrafas e pneus. Já os reservatórios destinados ao armazenamento de água representaram 9%, enquanto depósitos fixos, como ralos e caixas de passagem, responderam por 7,4%, o levantamento reforça que ações simples realizadas regularmente podem contribuir para reduzir os locais disponíveis para a reprodução do Aedes aegypti.
Vigilância recomenda vistoria semanal
A orientação da Vigilância em Saúde Ambiental é que os moradores façam, pelo menos uma vez por semana, uma vistoria completa nos imóveis, entre os cuidados recomendados estão a eliminação de recipientes que possam acumular água, a manutenção das caixas-d’água devidamente tampadas e a higienização frequente de bebedouros de animais e pratos de plantas. Também é importante verificar ralos, calhas e caixas de passagem, além de dar a destinação correta aos materiais que não são mais utilizados, a eliminação dos criadouros é considerada uma das principais formas de interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti e reduzir o risco de transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya.
Alerta exige cuidados permanentes
Embora o índice geral de Divinópolis tenha permanecido em 2,5%, o avanço registrado na região Nordeste mostra que o cenário pode variar significativamente entre diferentes áreas do município. A combinação entre a estabilidade do indicador geral, a classificação de alto risco na região Nordeste e a concentração de criadouros dentro das residências reforça que o combate ao mosquito depende de ações contínuas. A prevenção, portanto, não deve ficar restrita aos períodos de realização do LIRAa. A vistoria frequente dos imóveis e a eliminação de qualquer ponto que possa acumular água são medidas que precisam fazer parte da rotina dos moradores para reduzir os criadouros e, consequentemente, os riscos relacionados às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.






