Ítalo é condenado a 65 anos por estuprar, matar e ocultar corpo de Vanessa Lara em Juatuba

Ítalo é condenado a 65 anos de prisão por estupro, homicídio e ocultação do corpo de Vanessa Lara

Publicado por: Cassia Misael

Ítalo Jefersson da Silva foi condenado nesta quarta-feira (30) a 65 anos, 8 meses e 23 dias de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver de Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos. O julgamento ocorreu no Fórum da Comarca de Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A pena foi anunciada após os jurados reconhecerem a responsabilidade do réu pelos crimes.

A condenação encerra uma das principais etapas judiciais de um caso que provocou forte repercussão em Minas Gerais desde fevereiro. Ítalo já estava preso e chegou ao Tribunal do Júri pronunciado por homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver. O processo tramita sob segredo de Justiça. A sessão desta quarta-feira (30) foi presidida pela juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo, da Vara Única da Comarca de Juatuba. Antes do julgamento, Ítalo estava detido no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.

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Relembre o caso Vanessa Lara

Vanessa Lara tinha 23 anos, estudava Psicologia e trabalhava na área de recrutamento e seleção. Moradora de Pará de Minas, ela se deslocava até Juatuba para trabalhar e utilizava o dinheiro do emprego para ajudar a custear os estudos.
Jornal de Juatuba,No dia 9 de fevereiro de 2026, Vanessa deixou o trabalho no Sine, no Centro de Juatuba, e seguia para o ponto de ônibus para retornar a Pará de Minas. Ela não chegou em casa, e familiares começaram a procurá-la.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, as investigações apontaram que Vanessa foi seguida depois de deixar o trabalho. A acusação sustentou que ela sofreu violência sexual e posteriormente foi morta por estrangulamento, com a utilização de cabos do notebook. Segundo o Ministério Público, o homicídio teria sido cometido para ocultar o crime sexual. O corpo da estudante foi localizado no dia seguinte, 10 de fevereiro, em uma área próxima à BR-262, em Juatuba. Conforme a acusação apresentada no processo, o corpo foi colocado dentro de uma mala e escondido em uma estrutura de drenagem, que teria sido coberta com vegetação para dificultar sua localização.

Fuga terminou em Carmo do Cajuru

Depois do crime, Ítalo deixou Juatuba. A Polícia Militar recebeu informações de familiares dele e iniciou as buscas. Conforme informações divulgadas durante a investigação, parentes relataram à polícia que ele havia chegado em casa com roupas sujas de barro e sangue e apresentava arranhões. Uma peça de roupa com manchas de sangue foi entregue para perícia. A fuga terminou em 12 de fevereiro, em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas. Ítalo foi localizado quando estava escondido entre vagões de um trem em uma linha férrea.

O histórico criminal do homem também ganhou destaque durante o caso. Informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais divulgadas à época apontavam que ele possuía três condenações anteriores por estupro, referentes a crimes ocorridos em 2002, 2004 e 2008. Ele cumpria pena em regime semiaberto antes do assassinato de Vanessa.

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Justiça determinou que caso fosse levado ao júri
Em abril, o Ministério Público apresentou denúncia e Ítalo tornou-se réu. Em julho, a Vara Única da Comarca de Juatuba determinou que ele fosse submetido ao Tribunal do Júri e manteve sua prisão preventiva. O julgamento chegou a ser marcado inicialmente para 24 de setembro, mas foi posteriormente transferido para esta quarta-feira, dia 30. Após meses de investigação e tramitação judicial, os jurados decidiram pela condenação. Conforme a informação anunciada ao final do julgamento e repassada ao Divinews, a pena foi fixada em 65 anos, 8 meses e 23 dias de reclusão.

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